Comportamento,  Opinião

Uma questão de fé

Dia desses alguém contou o caso de uma paciente que recebeu do médico a notícia sobre o progresso do seu tratamento e, de imediato, agradeceu a Deus. O constrangimento pairou no ar e foi preciso o acompanhante tratar de minimizar o clima, lembrando que a atuação da medicina também foi importante para aquele sucesso. “Não tem problema, é uma questão de crença”, teria dito a médica, não exatamente com essas palavras. Mas é uma coisa engraçada, não é? E parece não ter absolutamente nada a ver com a religião.

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Falo isso porque já ouvi de pessoas sem qualquer hábito religioso que elas acreditam em algo, em alguém, em uma entidade maior capaz de feitos que a racionalidade humana não consegue explicar. Católicos creem em santos, candomblecistas têm fé em orixás, evangélicos acreditam na existência de um Deus da salvação. Eu e minha forte inclinação ao espiritismo acreditamos em Deus, em Jesus Cristo, em espíritos de luz que nos acompanham e orientam conforme nossa permissão, sempre em respeito ao que viemos cumprir aqui.

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Mas a fé me intriga. Ainda estou construindo meu entendimento a respeito desse sentimento tão abstrato e ao mesmo tempo tão presente. Até dois ou três anos atrás lembro de questionar a meu pai sobre o que seria a fé, como reconhecer isso. As releituras do capítulo XIX do Evangelho Segundo o Espiritismo, O Poder da Fé, me esclarecem cada vez um pouco mais sobre isso. Além daquela passagem sobre a montanha ir até Maomé, algo é bem explicativo: se você tiver a crença de que algo vai acontecer, por menor que seja ela, isto acontecerá.

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Não posso dizer que é dessa maneira em 100% das vezes, porque nem tudo ocorre ao nosso tempo – coisas que pedi e espero realizar ainda não se concretizaram, então não dá pra concluir – e nem de tudo somos merecedores, porque nossas provas e expiações, conforme minha interpretação da doutrina, também interferem em nossas experiências. Mas as coisas acontecem, amigas, e acontecerão. Já tive pistas desse sentimento tão forte em momentos distintos da minha vida, como quando desejava com todo fervor a aprovação no vestibular e do fundo do coração algo me dizia que eu conquistaria. Tive também em uma seleção de estágio mega concorrida que participei, para o jornal Correio, e algo dentro de mim dava a segurança que eu precisava para manter a calma e continuar – e, enfim, conquistar.

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Apesar dos êxitos, não é sempre que esse sentimento vem. Começo a esboçar que a fé é uma relação de confiança que se tem em algo ou alguém e, como todas as outras, ela é construída. Dia sim e dia também sou confrontada por situações que me estimulam a pensar negativo e até mesmo desistir, mas aquela mesma vozinha que falava comigo anos atrás, no vestibular, tenta se fazer ouvida. Aí eu lembro de todas as outras lições que encorajam em mim uma reação: Deus não dá cruz que a gente não possa carregar; não vale o desespero pelo dia de amanhã, porque a cada dia basta o seu mal; pedi e obtereis; o mínimo de certeza na realização é o suficiente para que ela se concretize.

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Volto a dizer que as coisas não se realizam nem se realizarão no meu tempo, mas isso não enfraquece a minha fé. Porque a gente sente e sabe que as coisas acontecem em seu tempo, conforme o nosso merecimento e progresso, e o das demais pessoas envolvidas no processo. Mas a confiança na realização nos dá a paciência para esperar e até mesmo aceitar se nosso pedido não for atendido. No fim das contas, o que chega sempre se mostra melhor. E lá vai mais um ponto na conta desse Cara Lá de Cima – ou daqui do horizonte, de todo lugar, já que Ele é onipresente!

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E é com todo o respeito e a memória do mar, a melhor visão que eu poderia ter, que deixo um pouco do que eu sou. Também sou mar. Aproveito e convido vocês a me contarem um pouco das suas crenças. Agora que já contei o que acredito, em que vocês têm fé?

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Essa é a segunda proposta de look com a t-shirt verde oliva oversized das Lojas Riachuelo. Se na semana passada a intenção foi um visual mais work, aqui deixo a simplicidade para um passeio despretensioso no fim de tarde, na orla ou em um parque, quem sabe?!

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O short é de alguma loja de departamento que não lembro qual; a sandália é Zaxy; a bolsa é Riachuelo e os óculos são das Lojas Renner. As fotos foram feitas por Cláudia Cardozo, da Buenas Imagens, com assistência de Ângelo Rosário.

Vamos estimular nossa criatividade e adequar o que temos em casa para diferentes ocasiões, porque roupa tá aí pra gente usar, lavar e botar pra jogo de novo, não é mesmo? 😘

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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