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Um passo a mais na transição

Enquanto arrumava meu cabelo para a tão esperada solenidade de formatura, a santa (sim, porque faz milagres, juro por Deus!!) Nathalie Pinheiro comentou que eu tenho lidado muito bem com a transição capilar. Encarei como um elogio, já que, em seguida, ela emendou com um dado de realidade: nem todo mundo consegue lidar com o tempo de crescimento do cabelo, a convivência de duas ou mais texturas diferentes, coisas que a gente passa quando tá na transição capilar. Mas citando uma vivência dela, o que pareceu ser mais elogioso foi que eu pareço ser bem resolvida com meu blackinho e o processo de florescimento dos cachos.

Mas posso contar uma coisa? É tudo culpa do meu ascendente em capricórnio, que não me deixa transparecer qualquer sentimento de primeira, principalmente se for pra demonstrar fraqueza ou insegurança. Por dentro, no entanto, a banda toca um som beeeem diferente. Não que eu me arrependa de ter abandonado a progressiva há um ano e oito meses. Na-não. O drama vem mesmo quando é chegada a hora e batida a necessidade de explorar novos penteados.

Bobagem, né? É. Mas é difícil.

Foto no dia da minha formatura. Make e hair por Nathalie Pinheiro
No dia da formatura mesmo, o pessoal adorou o penteado que Nathalie fez em mim. Logo que me vi no espelho, fiquei sem saber o que dizer. Nunca tinha me visto 1) tão arrumada, 2) com um lado do cabelo preso e outro solto, 3) tampouco com o cabelo todo cacheado. Que espanto bom de sentir!

Nos primeiros cinco segundos encarando meu reflexo, cheguei a me achar feia, confesso, mas foi só o tempo de lembrar da fase e da nova pessoa que o período tem me tornado. Dei aquela olhada de cima para baixo no espalho, dei uma virada de rosto charmosa e pronto: me coloquei no meu lugar e encarei que beleza pode ser também uma questão de costume. Obrigada aos envolvidos. 🙏🏽

Se eu não estou habituada com um visual, ele me parecerá estranho. É o estranho geralmente se apresenta como o feio. Dá pra entender a lógica, moça?

Aí depois desse dia eu tenho me permitido ousar um pouco mais. Um ano e oito meses foi o tempo que passou pra que eu me sentisse mais confortável pra brincar com os cachinhos que to tomando de volta pra mim. No look de hoje, mesmo, me senti a oriental e lancei um coque meio samurai pra viver o Troca-troca de Bugigangas, do Pittaco na Moda.

Look do Troca-troca de Bugigangas e meu penteado ousado. Vamos levar a transição com mais leveza e diversão? (Foto: Cláudia Cardozo / Buenas Imagens)
Logo que terminei o penteado me senti estranha, feinha até. Mas lembra daquela história do feio ser só uma questão de hábito? To começando a achar que esse é o segredo para suportar a transição. Pois puxei o meu gatinho, passei meu batom vermelho e saí bem blogueirinha com minha saia cor sim-cor não! 💁🏽 E quem quisesse que achasse ruim. Já tinha uma resposta na ponta da língua: você se incomoda com o meu cabelo e ainda quer que eu tenha alguma coisa a ver com isso? #fikdik #anotaessatambém

No fim das contas, gostei da experiência e já to querendo novos penteados pra brincar! Haha Dicas, moça? 😘

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