Manu Gavassi é nova diretora de conteúdo da Tanqueray no Brasil

O anúncio é novidade, mas não surpreende. Tem se desenhado como tendência do mercado empresarial trazer artistas parceiros da marca para a criação.

A multiartista Manu Gavassi é a nova diretora de conteúdo da Tanqueray no Brasil. A informação repercutiu na imprensa especializada em negócios, dias após a cantora, atriz e ex-BBB ter dirigido e roteirizado a campanha nacional do comercial que protagonizou para remodelação da linha Intense, de O Boticário – algo considerado inédito para a marca, segundo a Forbes Brasil.

À Forbes Brasil, a VP de marketing da Diageo, dona da Tanqueray, afirmou que a novidade é um caminho natural na relação entre a marca e Manu Gavassi. Paula Costa lembrou que desde o início da parceria, em 2019, Manu sempre teve liberdade para criar, inclusive, os conteúdos com maior interação foram os que ela mesma criou.

“(…) foi natural evoluirmos e aproximarmos ainda mais a relação com ela neste ano, em um momento tão positivo para a Tanqueray e na carreira da Manu”, disse ela à Forbes.

Segundo a publicação, Manu assume a criação e produção de conteúdo e campanhas digitais, com participação ativa em iniciativas de inovação da marca. A estreia no cargo foi com a divulgação da Tanqueray & Tonic, lançamento recente do grupo.

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Famosas criativas no mercado

O anúncio de Manu Gavassi como diretora de conteúdo da Tanqueray é novidade, mas não surpreende. Tem se desenhado como tendência do mercado empresarial a aliança entre artistas e marcas na criação de produtos.

Em 2019, a Ambev anunciou Anitta como head de inovação e criatividade da marca Skol Beats. Recentemente, a dupla fez sucesso nas redes sociais com o reality show Ilhados com Beats, idealizado pela própria. Também em 2019, a Orloff anunciou Konrad Dantas, fundador do KondZilla, como diretor criativo.

Já no ano passado, a atriz Marina Ruy Barbosa foi nomeada diretora de moda da plataforma ZZ Mall, da Arezzo&CO. O conglomerado reúne marcas como Alexandre Birman, Schutz, Arezzo e Anacapri.

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O anúncio foi feito logo após Marina lançar sua própria marca de roupas, a Ginger. Em declaração na ocasião, a ruiva disse que a criação e sucesso de seu trabalho com moda serviriam de base para assumir o papel.

7 lições da vida de Manu Gavassi que podem te ajudar

Em entrevista à Forbes, a artista deixou lições de sua vida que pode te ajudar também a tomar decisões pessoais e profissionais.

Depois da edição histórica que foi o Big Brother Brasil 20, difícil não saber quem é Manu Gavassi. Difícil também não lembrar da aula de conteúdo para redes digitais que ela deu em suas redes sociais.

Virou case. Todo mundo comentou. E fez Manu Gavassi parar na Forbes.

No último dia 15, a cute but psycho participou de uma live com o jornalista Alexandre Mercki, nas redes sociais da revista. Foi um papo sobre a história de Manu, mas recheado de lições que a gente pode adaptar para nossa vida pessoal e profissional.

Separei meus quotes favoritos. Veja!


“Pra eu ser bem sucedida, tenho que escolher uma coisa e ser muito boa”

Quando ouvi isso na entrevista, me identifiquei muito. Não sei se as coisas mudaram na geração de agora, mas cresci acreditando que precisava ser uma coisa só e me especializar naquilo.

Ser jornalista, de uma única especialidade, e a melhor que eu puder ser no meu nicho. É o tipo de amarra que, conforme o tempo passa, a gente sente necessidade de soltar.

Manu contou que essa também foi uma frustração sua, até que passou a entender que não seria feliz se limitando. No final das contas, uma competência leva à outra; uma experiência leva à outra e permite que você atinja o tal sucesso.

“Comecei a ressignificar o que era sucesso nos últimos anos. Daí comecei a entender muito sobre meu potencial e sobre mim mesma”, contou.

“Se eu tô com muito medo, é porque no fundo eu meio que quero…”

Participar do BBB20 não estava nos planos de Manu Gavassi. A artista contou à Forbes que achava nada a ver com sua personalidade, até que percebeu que poderia ser uma excelente oportunidade para se mostrar pessoal e profissionalmente. E ela aproveitou.

Muitas vezes é só disso que a gente precisa. E o medo deixa a gente a ver navios. Aquele papo de “se der medo, vai com medo mesmo” pode ser um caminho a seguir.

E se o medo for só uma questão de autossabotagem? Se seu processo for tipo o de Manu, de ter de mascarar desejos pra não sair da zona de conforto?

A gente perde experiências incríveis por não se arriscar!

“Eu não sabia que ia dar certo, eu só precisava fazer”

Dar o primeiro passo. Ponto. Só vai. Não precisa necessariamente saber no que vai dar, até porque a gente não tem controle sobre isso. Mas a gente controla a velocidade da caminhada. E ela pre-ci-sa começar.

Manu Gavassi contou à Forbes que não tinha ideia do que seria depois dos 120 vídeos gravados para serem publicados durante sua participação no BBB20. E essa ação coordenada fez total diferença na forma como as pessoas passaram a vê-la.

Disso você tem dois riscos: as pessoas gostarem ou as pessoas não gostarem. O ponto em comum, no entanto, precisa ser um só: estar bem consigo mesma, independentemente do resultado.

“Mesmo que eu atinja um grupo limitado de pessoas, vai ser pessoas que realmente vão se identificar com isso”, disse Manu.

“Montei uma equipe e cada um cumpre sua função muito bem”

Não tem jeito: a gente precisa de um time composto por habilidades complementares. Pra montar a agência Cute But Psycho Agency, Manu precisou de sócios que tivessem skills que ela não tinha, como atendimento e design.

Já parou pra pensar em quais habilidades você precisa agregar pra fazer seu negócio avançar?

“Tenho um monte de ideias, e não tenho coragem de executar”

Também me identifiquei super com esse momento da entrevista porque tá aí um medo que encaro desde sempre: ser grande. Não só na vida adulta, mas profissionalmente mesmo.

Ser referência, o prego que se destaca, é uma responsabilidade, né?!

Manu Gavassi contou que pesava também ter que lidar com as frustrações, com os comentários. Mas nada disso precisa limitar quem somos.

A gente precisa criar coragem pra romper o padrão da insegurança. Já falei que perdemos experiências incríveis por causa do medo…

“Quando comecei a me expressar em tudo o que acreditava, fui mais feliz”

Durante live com a Forbes, Manu Gavassi contou que foi difícil se encontrar enquanto artista, entender que poderia ser mais de uma coisa. Por muito tempo, ela insistia em ser só cantora, por exemplo, e isso a frustrava.

Desde quando começou a se soltar e percebeu tudo o que poderia fazer, as coisas começaram a fluir. Até mesmo na música: Manu contabilizou crescimento de 930% em sua página no Spotify.

“É uma prova de que quando eu comecei realmente a me expressar como artista em tudo o que eu acreditava, eu fui muito mais feliz, mais bem sucedida e mais bem compreendida”, contou.

Talvez o segredo seja esse mesmo. Quando estamos bem com o que fazemos, colocamos toda a energia e disposição naquilo, que faz todo o sentido em nossas vidas. A tendência é fluir. Se travar, não é pra ser.

“Propósito é muito relativo”

Uma das lições mais importantes e vale pra tudo na vida: sua história não é a mesma da outra pessoa, logo, seu propósito não é igual ao dela. Isso se aplica a escolhas pessoais, como também para profissionais.

Nada de copiar o outro. Faz o seu. Descobre o que te faz bem, o que faz sentido pra você.

Manu Gavassi contou à Forbes que essa chavinha virou na cabeça dela depois do álbum pop lançado em 2017. O material de divulgação teve todo o combo “plástico do que é pop”: álbum, clipe, fotos sensuais.

“Não importava eu ter a liberdade de escolher, eu estava escolhendo errado. Porque eu tava tentando me colocar numa categoria plástica do pop que faz sucesso que não tinha a ver com o que eu realmente acreditava. O propósito é muito relativo”, acrescentou Manu.

Já pensou em qual é o seu propósito?


Interessantes as dicas que Manu Gavassi trouxe, né? Então você também vai gostar das lições de business que Anitta nos ensina até hoje!

O que fazer com o impacto econômico do coronavírus para microempreendedoras?

O impacto econômico que terá a pandemia do novo coronavírus assusta. As micro e pequenas empresas veem essa preocupação potencializada, principalmente se firmadas em bases éticas e sustentáveis, como aquelas com valores alinhados ao movimento Fashion Revolution. De que forma conciliar sustentabilidades econômica e social num momento como esse?

O impacto econômico que terá a pandemia do novo coronavírus assusta. Não só por causa das medidas restritivas que são recomendadas para evitar a propagação da covid-19 e derrubam o comércio, já que todos entram num estado de alerta pouco favorável para o consumo.

Pesam também as incertezas quanto à vida depois da crise sanitária. O que será do nosso modelo de sociedade?

As micro e pequenas empresas veem essa preocupação potencializada, principalmente se firmadas em bases éticas e sustentáveis, como aquelas da economia criativa que têm valores alinhados ao movimento Fashion Revolution. De que forma conciliar sustentabilidades econômica e social num momento como esse?

Conversamos com a advogada Irena Carneiro Martins sobre as possibilidades que você, micro ou pequena empreendedora, possui para minimizar o impacto dessa crise. Irena é doutoranda em Direito Comercial pela USP, mestre em Direito Privado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), especialista em Direito da Economia e da Empresa pela FGV/RJ, graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com atuação em Direito Societário e Contratos.

“Algumas medidas estão sendo tomadas, inclusive, no âmbito das linhas de crédito. Ocorre que, normalmente, e esse é um problema comum das micro e pequenas empresas, acabam tendo problemas no aproveitamento de determinadas oportunidades, que dependem de informação”.

Irena Carneiro Martins, advogada

Dá pra pegar linha de crédito

Dinheiro é o sapato que sempre aperta o calo das micro e pequenas empresárias, e num momento de distanciamento social não seria diferente. Vimos a preocupação do Congresso e do governo federal com grandes empresas; mas quando se trata dos microempreendedores, o suporte é ao indivíduo, não ao negócio.

A advogada Irena Carneiro Martins lembra que os bancos de desenvolvimento devem ser considerados os maiores aliados nesse momento. Cogite a possibilidade de recorrer a instituições como o Banco do Nordeste.

“Foi anunciado pelo Banco do Nordeste, por exemplo, uma ampliação das linhas de crédito, que tinha teto de R$ 50 mil e foi para R$ 100 mil, sem a necessidade de apresentar garantias reais. Eles também anunciaram a redução de tarifas, que vão guardar uma proporcionalidade entre o tamanho do empresário que está tomando o crédito. Quem tem faturamento menor, paga menos tarifa do que aquele que tem faturamento maior”,

Irena Carneiro Martins, advogada.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seria uma possibilidade. No entanto, a movimentação interna para oferecer operações de crédito para micro, pequenas e médias empresas ainda não avançou no atual cenário – embora o banco disponha de linhas para esses empresários.

Dificilmente, você poderá contar com bancos comerciais, como Banco do Brasil, Caixa e Bradesco. Além de não haver redução nos juros, as linhas de crédito também não são ampliadas.

É o momento de se associar em cooperativas e sociedades

Além da captação de recursos por meio de linhas de crédito, é preciso pensar também nos custos de produção. Uma estratégia que pode ser considerada para baratear insumos e potencializar a distribuição é a associação em cooperativas e sociedades.

“Você tem a possibilidade de juntar mais pessoas em prol do mesmo fim e, talvez através disso conseguir condições favorecidas tanto para distribuição do que é produzido quanto para compra. Essa é uma possibilidade. Ela tem como desvantagem, digamos assim, em termos muito superficiais, maior engessamento do processo decisório, porque, afinal de contas, quando a gente pensa em cooperativa, a gente pensa num público maior daquela pessoa jurídica”,

Irena Carneiro Martins, advogada.

Outra alternativa é a reunião de micro e pequenas empresas em sociedades com finalidade específica – ou de comprar insumos para as associadas ou de vender daquelas que se associarem em melhores condições, por exemplo. Para tanto, as envolvidas devem ser optantes do Simples Nacional.

Essa medida está prevista no Estatuto da Microempresa, de acordo com Irena. O setor da moda larga na frente, porque, por ser menor, é mais fácil de viabilizá-lo.

Irena chama a atenção para a necessidade da renúncia parcial a interesses próprios. Abrir mão do que você quer para aceitar os interesses do coletivo é necessário para a sociedade dar certo.

“A questão é você contrabalançar o que vai ser mais importante: ‘Vou viver ou vou conseguir me conservar se continuar atuando de forma isolada, ou eu preciso entender que esse é momento que interesses devem convergir com base nos consensos possíveis?’. Pode ser que – no contexto da união de esforços – a decisão que pese sobre a aquisição de determinado tecido em maior quantitativo para obter o melhor preço não tenha sido a minha preferida, mas vou me adaptar a aquilo ali. Dentro da proposta vencedora, vou fazer aquilo que estiver mais próximo do que acredito, da minha estética”.

Irena Carneiro Martins, advogada.

Em se tratando das sociedades limitadas, é preciso que as pessoas que têm cadastro de microempreendedor individual (MEI) avaliem o impacto que será fazer parte de uma sociedade. Irena lembra que essa participação descaracterizaria a própria inscrição.

A dica é que MEIs tentem entrar nas sociedades como pessoa física. A advogada pondera, no entanto, que é preciso avaliar caso a caso para então orientar quanto à melhor forma de associação.

“Não tem como abranger todas as possibilidades. Remeto, inclusive, a uma situação: a dificuldade de acesso à informação por parte de quem é MEI, de quem é menor, não exatamente por uma questão de disponibilidade financeira, mas até pela própria falta de tempo”.

Irena Carneiro Martins, advogada.

A advogada sugere que as micro e pequenas empreendedoras se reúnam em um grupo o mais homogêneo possível para procurar essa informação mais qualificada, com um especialista. Os critérios podem ser: forma adotada (MEI, Empresário Individual, Sociedade Limitada), produto, modelo de negócio, propósito…

Questionamos a advogada Irena Carneiro Martins se a reunião em sindicatos, seria uma terceira via. A resposta é: não.

De acordo com a especialista, micro e pequenas empreendedoras têm um perfil de atuação muito específico: quase sempre estão na própria linha de produção, comercializam em menor proporção e são orientadas pelo vetor de racionalização do consumo.

Foto: Macau Photo/ Unsplash

Alternativas para diversificar receita

Já falamos sobre linhas de crédito e como baratear a aquisição de insumos e matéria-prima; agora é hora de colocarmos a cabeça para pensar em alternativas para diversificar a receita. Reinventar o negócio é o único caminho que se mostra a ser seguido.

A advogada Irena Carneiro Martins recorre ao Estatuto da Microempresa, que trata das vantagens concedidas em licitações, para sugerir uma alternativa interessante: criar uma sociedade específica para comprar e vender em melhores condições. A condição de micro e pequeno é critério de desempate. No caso de contratação com o poder público, concorrer em licitações para produzir uniformes confortáveis e com menores danos socioambientais possíveis, por exemplo.

Outra possibilidade é usar redes de varejo como pólo de distribuição das suas peças slow fashion. Isso requer atenção às práticas adotadas pelas grandes empresas, mas juridicamente é possível. E já existem até ferramentas disponíveis no Direito dos contratos que orientam nesse sentido.

“A gente pode pensar numa cessão de uso do espaço, em instrumentos de garantia de que aquelas roupas que estão sendo levadas para o espaço específico foram produzidas em consideração às normas de segurança do trabalho. […] Não existe contrato único que vá resolver essa situação. Teria que, num único instrumento, trazer elementos de diversas relações – uso do espaço, responsabilidade pelo produto vendido, responsabilidade de continuar sendo magazine que não faz uso de confecções que não cumprem leis trabalhistas”.

Irena Carneiro Martins, advogada.

Sem solução pronta; agora é sentar e negociar

A advogada Irena Carneiro Martins reforça que não existe solução pronta para enfrentar uma crise da proporção que possui essa causada pela pandemia do novo coronavírus. Mais do que em outros momentos, é preciso sentar e negociar, formar consensos possíveis.

“O caminho para sobreviver a isso vai passar por uma reunião, uma união de esforços, por alguma renúncia de interesses individuais. Poucas pessoas vão poder se dar ao luxo de continuar como vinham sendo e apenas voltadas para um único interesse”.

Irena Carneiro Martins, advogada.

O raciocínio situa os micro e pequenos empreendedores em toda a cadeia, incluindo os grandes. Se não houver emprego, não vai ter quem compre. Irena é taxativa quanto à lição desse momento: “você não vai poder operar sobre as mesmas bases”.


Gostou desse conteúdo? Aproveite e veja como você pode ter atitudes mais sustentáveis no seu dia a dia! 😉