Nova marca baiana promete conforto e beleza em lingeries

Em uma proposta que une beleza, conforto, sustentação e caimento, as peças em renda prometem estimular as mulheres a perceberem o quanto são bonitas.

A capital baiana ganha nesta quinta-feira (24) uma marca especializada em lingeries. A La Jolie Intimates é criação da engenheira Julie Chagas, de 26 anos, que só carrega o título por mera formalidade – ela diz se reconhecer mesmo como empreendedora de moda.

Para a coleção de lançamento, Julie promete peças em renda confortáveis e bonitas, em pelo menos dois modelos de conjuntos: o Valentina, aposta da marca e disponível em duas cores, e o Lara, disponível em três cores. Também haverá possibilidade para comprar calcinhas e tops avulsos, combinar peças entre conjuntos e comprar itens do mesmo conjunto em tamanhos diferentes. Por exemplo, a calcinha no tamanho M e o sutiã no tamanho G.

A pouca variedade de modelos foi decisão bem pensada: prioriza quantidade para fidelizar as clientes e permite o estudo do mercado. Em entrevista ao Moça, Julie explicou que sua proposta é unir beleza, conforto, sustentação e caimento para estimular as mulheres a perceberem o quanto são bonitas.

“Todas as mulheres são bonitas, independentemente se ela tem estria, se tem celulite, se está acima do peso, se não tem aquele corpo que a mídia considera como padrão de beleza. O padrão de beleza que estão o tempo todo falando que existe não é mulher real. Nós somos mulheres reais. Acredito muito na beleza da mulher real. Acredito muito que a mulher possa se sentir bonita, independentemente se use P, M, G ou GG, se veste tamanho plus size”, destaca.

Criação na pandemia

O lançamento em setembro implica dizer que a marca foi desenvolvida no período mais crítico da pandemia do novo coronavírus, condição declarada em março. Apesar de a ideia da La Jolie Intimates ter surgido em dezembro do ano passado, todo o planejamento e execução foram administrados em meio ao caos que se tornou a rotina.

Julie contou que se assustou, se desanimou… Assim como muitos empresários, a primeira reação foi imaginar que as pessoas deixariam de comprar devido à crise sanitária.

“Entrei em pânico real. Dei uma desanimada grande no início da pandemia. Só que, ao mesmo tempo que dei desanimada, continuei tentando montar coleção, mas confesso que foi num ritmo muito menor do que eu poderia ter feito. E aí numa conversa com amigas minhas sobre pandemia, veio na cabeça que sempre vai existir problema na vida. A vida não é perfeita, e não seria diferente com empresa. Agora foi pandemia, mas poderia ter sido uma crise econômica, algum problema interno da empresa, e eu vou ter que sempre superar esse problema. Foi isso que me deu gás pra continuar com a La Jolie Intimates“, revela.

Experiência de compra

A principal forma de venda da lingerie La Jolie Intimates será o e-commerce, que deve ser lançado também no dia 24, mas a presença no Instagram é entendida por Julie Chagas como a vitrine que precisa para envolver potenciais clientes no universo da marca. Por exemplo, explicando como cada peça funciona no corpo, detalhando os acabamentos.

Mas, de acordo com a empresária, de nada adianta conhecer as peças sem conhecer o próprio corpo.

“Não adianta a gente comprar alguma coisa só porque fulano indicou ou porque a gente achou muito bonitas, mas que a gente sabe que no fundo não vai gostar. Tem que conhecer nosso corpo, saber o que a gente gosta, o que a gente acha que valoriza. Tem meninas que gostam de calcinha menorzinha, não suportam cintura alta; já tem meninas que se sentem super bem usando. Acho que se agente conhece nossos gostos, nosso corpo, a gente acerta bastante na escolha”, acrescenta.

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Com a lingerie escolhida, a experiência começa: apresentação, essência própria que demarca a identidade da La Jolie, embalagem para guardar as peças em casa. Segundo Julie, a preocupação é também com a manutenção das peças.

“Às vezes a gente guarda tudo bagunçado numa gaveta, acaba juntando uma na outra, às vezes vai pegar alguma coisa e o cantinho da unha pega, às vezes puxa um fiapinho, e renda é super delicada”, acrescenta.

Green Collection: Intimissimi apresenta primeira linha sustentável

Entre os itens disponíveis, estão lingeries, pijamas e malhas feitas a partir de materiais certificados. Leia mais!

A Intimissimi apresentou a primeira linha ecológica da marca. O diferencial é a produção com zero emissão de carbono.

A linha Green Collection será lançada oficialmente no Brasil apenas no segundo semestre, mas as lojas da marca italiana nos shoppings Salvador e Barra já têm algumas peças à venda. Entre os itens disponíveis, estão lingeries, pijamas e malhas feitas a partir de materiais certificados.

A coleção inaugural terá duas séries: The Garden Fairy e Rare Beauty Lingerie, ambas produzidas com renda, seda e modal. Cada material utilizado será indicado na etiqueta da peça, assim como o selo de sustentabilidade e de origem renovável das fibras.

A gente precisa falar sobre calcinha e sutiã

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Olha só, troquei o sutiã que comprei por um short de lycra. Foi a escolha mais acertada dos últimos tempos.

Sei com certeza qual tamanho caberá em mim, porque a forma do short não costuma variar. É mais confortável experimentar o short e usá-lo posteriormente. Se eu sentir qualquer dificuldade com o short, não haveria constrangimento em dizer por aí “fui comprar um short e não rolou, pois apertado demais”, por exemplo.

No fim das contas, tendo a acreditar que comprar qualquer coisa é melhor do que comprar sutiã. Ou calcinha. Ou calcinha e sutiã. Até mesmo biquínis.

Comentei recentemente no Twitter que a gente poderia falar mais sobre comprar roupas íntimas, porque essa é uma tarefa bem complexa. Geralmente não dá pra experimentar; há toda uma ciência para avaliar se o sutiã nos cabe satisfatoriamente com a regulagem das alças e a acolhida dos nossos fartos seios; é preciso uma capacidade dedutiva ímpar para escolher a calcinha que melhor se adequará ao nosso quadril, bundas e barriga. Não é à toa que, quando encontro a lingerie que se encaixa ao meu corpo, uso, uso e uso até surrar.

Fiz uma busca rápida no Google para encontrar dicas de como escolher a lingerie e quase todas as publicações tendem para o “escolha seu tamanho certo” para não “comprar o produto errado”. Já vi apontarem esse como o principal erro, porque as pessoas têm preguiça de experimentar ou não querem encarar sua realidade, comprando peças maiores ou menores em relação à sua estrutura corporal.

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Pode até ser. Mas não resolve levar a discussão por esse lado, não é?

A gente esbarra em algumas dificuldades. Experimentar peças íntimas é uma grande questão, porque o nome já diz: é íntimo. Se optamos por não experimentar, confiamos no tamanho que sempre compramos. Mas não há um padrão de medidas que nos permita confiar que todas as marcas produzirão com as mesmas especificações. Não somos ensinadas sobre como o sutiã e a calcinha devem se comportar em nosso corpo, da forma como aprendemos a escolher calças jeans, vestidos, blusas.

Sei escolher blazer porque já vi várias reportagens sobre como a linha do ombro tem que estar no lugar, a manga acompanha o comprimento do nosso braço e os botões devem fechar para que o tamanho seja o nosso ideal. E quanto a lingeries?

Enquanto ninguém resolve isso, o jeito é seguir na tentativa e erro.

Comprar sempre o mesmo modelo, da mesma marca, no tamanho que deu certo. Apurar o olhar pra acertar que, daquela vez, o sutiã 46 pode servir melhor que o 44. Levar de casa para comparar na hora de comprar…

Que outras alternativas temos?