Vale aderir à moda da saia plissada?

Tem jeito não. Por onde quer que a gente olhe hoje em dia, sempre haverá uma mocinha com uma sainha plissada esbanjado seu charme e estilo. O hype da vez é o metalizado (que vocês já viram em sapatos, blusas, bolsas) e num tom meio rosinha, salmão talvez – desculpa aí, Pantone, se a cor não é essa! haha -, tipo isso.  De qualquer forma, talvez você veja essa peça bem memorável e se pergunte: será que vale à pena aderir a essa moda da saia plissada?

Eu aposto que sim. A peça é um clássico, precisamos reconhecer.

O plissado vem do francês, “plier”, que significa dobrar ou preguear. A técnica surgiu no final do século XIX para a confecção de vestidos de baile. No século seguinte, lá por 1947, inspirou o “New Look” de Christian Dior do pós-guerra. A nova proposta de visual se tornou um marco da moda, por tentar resgatar a feminilidade de antigamente, transformada em algo novo depois que as mulheres tiveram que ocupar o espaço dos homens no mercado de trabalho em função da guerra.

O “New Look” de Christian Dior é um marco da moda do século XX. A saia plissada aparece na proposta, inspirado no resgate da feminilidade do século anterior (Foto: Reprodução / História da Moda)

O New Look era bem excludente, econômica e socialmente. Além de ser feito para uma classe bem específica, obrigava as mulheres a não mais se inserir o mercado de trabalho, portanto, voltar a ser bela-recatada-e-do-lar. As roupas eram bastante pesadas e desconfortáveis: corsets, cintas, barbatanas, tules, anáguas, criolinas; havia estofamento extra sobre os quadris e busto; os sapatos eram altos e sem praticidade.

E tem outra coisa, que só reforça o que falei há pouco. Antes desse boom de agora, a saia plissada já foi queridinha há cerca de quatro anos. Aí vinha em várias cores diferentes, tipos de tecido, já vinha ressignificada. Talvez por isso a gente consiga atualizar os looks com a saia plissada e usá-la em qualquer momento: desde ocasiões mais casuais, quando combinamos com tênis e sapatilhas, até aquelas mais formais, em que precisamos arrematar com um escarpin ou sandálias finas, por exemplo. E a peça é bastante democrática: gordinhas, magrinhas, baixinhas e altinhas, todas podemos usar. O truque é atentar para a proporção e o tecido. Conforto continua sendo fundamental!

Uma outra coisa: só compra se você considerar que a peça faz seu estilo e se encaixa na sua realidade, tá bom? Comprar pra deixar acumular no seu guarda-roupa não faz muito bem, nem ao seu bolso nem ao meio ambiente. 😉

Referências:
1947: O New Look Dior
As Saias Plissadas

Por que as bolsas de grife são tão caras?

Li um texto do Estadão sobre o preço das bolsas mais famosas – e desejadas – em todo o mundo. Além de queridinhas, são as mais caras do planeta. O modelo Classic Flap, da Chanel, por exemplo, custa em torno de R$ 21.920,00 nas lojas brasileiras – no exterior custa em média US$ 4.700. A Lady Dior, it bag da francesa Christian Dior, custa cerca de R$ 14 mil. Na loja internacional da marca, US$ 4.056. Aquela considerada mais famosa de todas, a Birkin, da Hermès, custa a partir de US$ 13 mil, equivalente a cerca de R$ 45 mil. O preço, entretanto, varia conforme o material da bolsa.

Valores tão altos têm um motivo. Aliás, três, de acordo com Érika Magalhães, designer de moda no Atelier Rosa Magalhães. O tamanho da bolsa, o tempo gasto para produzi-la e a matéria-prima utilizada e analisada por especialistas interferem no preço final das peças.

“Todo o processo é bem rigoroso até chegar de fato à produção. Todas as peças são fabricadas artesanalmente, totalmente handmade”, explicou Érika, que acrescentou: “As bolsas são, digamos, 90% feitas a mão; a máquina entra somente em detalhes da produção”.

Além dos custos de produção, os impostos de cada país e o conteúdo histórico das marcas também influenciam no preço das bags. O ponto positivo do investimento é ter um acessório que nunca vai sair de moda, já que as grifes são clássicas no mundo fashion.

Vou deixar com vocês um vídeo do YouTube que mostra a produção de uma bolsa Dior. É tudo feito a mão mesmo: corte, costura, detalhes da peça. O maquinário entra só para fazer o acabamento, mas isso é mero detalhe diante de todo o processo.

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Beijo!