Somos tão bonitas…

Somos tão bonitas…

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Nós somos tão bonitas. Uma pena demorarmos tanto para nos dar conta dessa realidade. Falo isso sobre todas nós: índias, negras, brancas, orientais. Do cabelo liso, encaracolado, crespo, louro, ruivo, cinza, rosa, azul. Sejamos altas, baixas, gordas, magras, corpo tipo pêra ou violão; ainda que nossa estrutura corporal nos caracterize como retas ou com o tronco menor dos que os membros inferiores ou vice-versa. Nosso nariz não é problema, nem o tamanho do nosso olho deveria ser um fator em se tratando de nos acharmos bonitas. A grossura dos nossos lábios deveria ser um orgulho pra gente, da mesma maneira que o formato dos nossos narizes, afinal de contas, ambos carimbam de onde viemos e para onde nossos descendentes haverão de ir.

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É realmente uma pena que demoremos tanto para nos aceitar como somos e enxergarmos que, sim, somos bonitas. Somos tão lindas que a beleza da outra não diminui um tantinho sequer a nossa. Por mais que a convenção de um grupo pequeno da sociedade seja capaz de estabelecer o padrão daquilo que é belo e nos molde a reconhecê-lo em um traço ou outro – numa determinada tonalidade de cabelo e até mesmo no tamanho de um peito e de uma bunda – não podemos esquecer jamais de olharmos no espelho e reconhecermos a beleza que nós temos.

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Não estou dizendo que seja fácil. Pelo contrário. É difícil aceitar aquilo que recebemos da natureza ao nascermos, ainda mais reconhecê-los como belo quando aqueles que possuem o poder (apenas porque nós demos) de dizer o que é bonito apontam exatamente para aquilo que não temos. Mas se demos a um seleto grupo a liberdade de determinar onde está a nossa beleza, por que não fazermos o caminho contrário e delegarmos a nós mesmas esse poder?

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Gosto é construção social, eu sei e imagino que vocês saibam também. E a partir do gosto reconhecemos o que é bonito, o que é feio, o que é desarmônico e o que não é. Onde é que está escrito que lábios desenhados e nariz afilados são harmônicos, enquanto que lábios grossos e nariz “de batata” são tão desproporcionais? Quem determinou? Imagina que louco se convencionássemos que o olhar para o belo seria direcionado para aquilo que temos e não para o que deveríamos ter, conforme vontade de um ou outro com o poder de dizer o que somos ou quais atributos somos obrigados a possuir?

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Dia desses perguntaram o que é beleza. Respondi que, para mim, era mais uma questão de harmonização de traços do que de atributos que correspondem a determinado padrão. Mas reconheço que minha lógica de harmonia acompanha os estímulos que recebo desde criança, segue os padrões aos quais tive acesso ainda pequena, embora esteja disposta à desconstrução. E é isso que deixo proposto aqui. Somos tão bonitas! Vamos reconhecer isso em nós mesmas e nos outros também. Que seja diferente, mas nunca deixa de ser belo.

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Essa é a última proposta de look com a t-shir oversized verde oliva, que comprei nas Lojas Riachuelo. Depois de incluí-la em um visual mais trabalho (aqui) e em outro mais verão (aqui), aposto nessa composição para uma baladinha topzera, à noite, com salto e tudo! Detalhe para esse tratorado que encontrei na Leader por aproximadamente R$ 90 moedinhas, em dezembro, quando procurava um sapato para a formatura da minha amiga Ailma.

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O colete foi um achado na Renner em 2014, assim como a bolsa – mas esta é um achado de dezembro2016 mesmo hehe. O short de moletom (<3) é meu xodó by Riachuelo. As fotos são de Claudia Cardozo, da Buenas Imagens. Ângelo Rosário ficou com a assistência de produção desse ensaio divertido de fazer.

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