Comportamento Opinião

Se vai copiar e colar, é bom creditar

Desde pequena me questiono sobre essa questão da originalidade. Como é que, por vezes, temos uma ideia aparentemente tão genial e ninguém havia pensado nisso antes? Será mesmo que não? Já nos idos dos anos 2000 eu colocava em cheque essa maculação à originalidade, afinal, somos bilhõõõões de pessoas no mundo e é impossível saber o que todo mundo pensa.

Com a internet as coisas ficaram um pouco pior.

Dizem que a web adapta a máxima que diz que “na natureza nada se cria, tudo se transforma” –puxa aí na memória aquela aula de ciências do ensino fundamental, vai, moça– para “nada se cria, tudo se copia”. É muita referência, gente. E é muita coisa legal. E no fim das contas a gente acaba absorvendo um pouco de cada gente e, tcharam, no fim das contas ninguém sabe quem começou primeiro com aquilo que agora é um viral.

Acho massa, mas eu ainda gosto de dar a César o que é seu e os créditos a quem deu início àquela corrente. Me cobrem com carinho se um dia eu passar batido a origem da referência do meme, da expressão, do que for. Mas é sempre bom saber qual foi o santo que fez o milagre da popularidade de qualquer termo. Sabe o “KIU” de ThaynaraOG? Sabe o “Olááá, meninas” que se tornou famoso com Taci Alcolea? E o “VIAAADO” de Ferdinando, do Vai Que Cola? E aquele texto sobre a judoca Rafaela Silva que circula no Facebook, de autoria da jornalista Gislene Ramos? E aquela notícia que o pessoal dá ctrl c de outro site e ctrl v no próprio, como se o conteúdo fosse produzido por ele mesmo?! To falando disso. E é em qualquer esfera.

Crédito: Juliana Coutinho/Divulgação Multishow. Imagem do humorista Marcus Majella
Crédito: Juliana Coutinho/Divulgação Multishow. Imagem do humorista Marcus Majella

Essa apropriação desenfreada das marcas dosotros me incomoda um tiquinho. Confesso que, escrevendo agora, meu eu adolescente e apegada aos textos que produzia since always queria dizer que acha absurdo esse tipo de apropriação. Mas a Moça Criada tomou conta e opta por pensar por outro ângulo. Talvez esse plágio contemporâneo seja sinal de popularidade, de reconhecimento, de que o público te reconhece como um dos seus – ou você como um deles… Vamos encarar assim, né? Espero mesmo que seja. <3

Mas  vamos tentar preservar locução verbal com três verbos, sim, senhorita o conteúdo de quem admiramos, né? E até mesmo aquele textão – ou textinho – que gostamos tanto. E não custa nada lembrar que plágio é crime e ninguém tem necessidade de conhecer um treco chamado processinho. hihihi

beijo!

quem é Teté

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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