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Puma quer voltar à rota da colaboração na moda e está em busca do ‘next big thing’

Reconhecida como a primeira marca de sportswear a fazer uma colaboração de moda, em 1998, a Puma  quer voltar à rota da colaboração de moda e reivindicá-la a partir do seu próprio modo de fazer as coisas. Quem afirma é o diretor global sênior de sportstyle e calçados select da Puma, Yassine Saidi, que esteve no Brasil esta semana para estudar o mercado e a cultura local. O nosso consumidor quer o ‘next big thing’. Depende de nós, como marca, reivindicar isso e ser relevante. É por isso que minha estratégia é contratar marcas emergentes, jovens talentos que vão se tornar grandes no futuro, e então o cliente pode se identificar com isso”, afirmou em entrevista à FFW.

Saidi citou o exemplo de Chris Stamp, da Stampd. Quando o conheceu há dois anos, em Paris, a marca era muito pequena. Já neste ano, Stamp ganhou um prêmio de designer de moda masculina nos Estados Unidos. “É nisso que eu acredito, nessa abordagem nova para a moda que é moderna e acessível”, acrescentou.

Resultado da primeira colaboração de moda, entre Puma e Jul Sander, em 1998 (Foto: Reprodução/ FFW)
Resultado da primeira colaboração de moda, entre Puma e Jul Sander, em 1998 (Foto: Reprodução/ FFW)

Com relação às colaborações que a Puma está preparando, o diretor da marca adiantou que há um ano fehcou parceria com a polonesa UEG. Segundo relatou, a abordagem para firmar parcerias não tem um script para acontecer. No caso da UEG, alguns amigos conheciam bastante a marca e quando Saidi foi para Varsóvia, na Polônia, visitou o estúdio, conheceu a equipe, viu a coleção, checou com diferentes mercados a viabilidade do negócio e em duas semanas fechou a parceria. “Vem naturalmente. Às vezes eu já tenho algo em mente, às vezes penso em um tipo de colaboraçãoque preciso, e acontece de eu conhecer alguém, ou alguém conhecer alguém”, explicou, antes de lembrar que as mídias sociais são um novo elemento nessa negociação.

O Instagram e o alcance do possível colaborador sobre os seus seguidores é considerado, já que o alcance deve ser importante o suficiente para falar sobre a colaboração. “A UEG tem, eu acho, seis mil seguidores. Mas eu sei que quando fizermos a colaboração, vai chegar a 80 mil. E eles vão se beneficiar disso tanto quanto nós, porque vão divulgar sua direção criativa, que é muito mais forte”, concluiu.

Você pode conferir a entrevista completa neste link.

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

One Comment

  • Gustavo

    O caminho escolhido pela Puma para conseguir se tornar uma marca mais “fashion” e menos esportiva eu acredito estar super certo. Criando parcerias com novos designers que irão influenciar milhares de novos consumidores. Parabéns a Puma pela iniciativa.

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