Comportamento,  Opinião

Perdoa e não desiste de mim

Perdoa e não desiste de mim. É que minha ansiedade não me deixa guardar a língua dentro da boca e manter os dedos longe do celular. Eu preciso falar. Eu preciso colocar pra fora tudo o que eu estou sentindo, quem sabe assim não entendo o que se passa aqui dentro.

É a minha maneira de agir com a responsabilidade afetiva que acredito ser meu dever enquanto estivermos juntos. A minha honestidade perpassa por aí…. Pensando bem, não é só com você que isso acontece. Não leve para o lado pessoal… É com qualquer um. Eu preciso colocar para fora o que eu estou sentindo pra conseguir tratar de maneira justa, sorrir com espontaneidade e até mesmo me despedir com a certeza de que vou voltar. Ou não.

Mas valorizar o silêncio já está entre as lições que preciso aprender. Vai demorar um pouco, adianto logo pra você. Perdoa e não desiste de mim! Eu falo mesmo, resolvo tudo na hora e insisto no assunto até que todas as verdades tenham sido ditas e as frustrações, postas na mesa. Mas pensa, pode ser bom. É bom. Não dizem por aí que o diálogo é o segredo para relações longevas?

De qualquer forma, vou entender se você desistir no meio do caminho e não mais se submeter a alguém que fala tanto, fala tudo, fala o tempo todo. E não se preocupa, não, porque ninguém vai sair errado dessa história. É natural a gente manter em nossas vidas aquilo e aquelas pessoas que correspondem às expectativas que criamos para coisas e alguéns que deixaremos entrar em nossas vidas. Pode ir, se quiser. Respeito.

Vou frisar, pra não restar dúvidas: respeito. Mas a você não mais do que a mim mesma. Porque eu nunca deixaria quem eu sou ou sofreria por não conseguir mudar em razão de alguém que sequer compreende minhas limitações e as concessões que me dispus a fazer.

Mas vá, pode ir. Eu perdoo e não desistirei de mim.

As fotos foram tiradas por Cláudia Cardozo, da Buenas Imagens.

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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