Por que as bolsas de grife são tão caras?

Li um texto do Estadão sobre o preço das bolsas mais famosas – e desejadas – em todo o mundo. Além de queridinhas, são as mais caras do planeta. O modelo Classic Flap, da Chanel, por exemplo, custa em torno de R$ 21.920,00 nas lojas brasileiras – no exterior custa em média US$ 4.700. A Lady Dior, it bag da francesa Christian Dior, custa cerca de R$ 14 mil. Na loja internacional da marca, US$ 4.056. Aquela considerada mais famosa de todas, a Birkin, da Hermès, custa a partir de US$ 13 mil, equivalente a cerca de R$ 45 mil. O preço, entretanto, varia conforme o material da bolsa.

Valores tão altos têm um motivo. Aliás, três, de acordo com Érika Magalhães, designer de moda no Atelier Rosa Magalhães. O tamanho da bolsa, o tempo gasto para produzi-la e a matéria-prima utilizada e analisada por especialistas interferem no preço final das peças.

“Todo o processo é bem rigoroso até chegar de fato à produção. Todas as peças são fabricadas artesanalmente, totalmente handmade”, explicou Érika, que acrescentou: “As bolsas são, digamos, 90% feitas a mão; a máquina entra somente em detalhes da produção”.

Além dos custos de produção, os impostos de cada país e o conteúdo histórico das marcas também influenciam no preço das bags. O ponto positivo do investimento é ter um acessório que nunca vai sair de moda, já que as grifes são clássicas no mundo fashion.

Vou deixar com vocês um vídeo do YouTube que mostra a produção de uma bolsa Dior. É tudo feito a mão mesmo: corte, costura, detalhes da peça. O maquinário entra só para fazer o acabamento, mas isso é mero detalhe diante de todo o processo.

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Beijo!

Cacheadas: Como passar pela transição capilar

Oi, moçoila!

Dia desses estava pensando sobre minhas madeixas alisadas e como às vezes bate a preguiça de dar a chapinha toda semana. Falo isso por causa dos cachos, que são bem tentadores. Já pensei em parar de alisar, mas ainda não o fiz por dois motivos: paciência e trato com as ondulações. E eu ainda não encontrei um motivo forte para essa ruptura.

Mas conheço pessoas que tiveram e foram muito bem sucedidas nesse momento, como a jornalista Midiã Noelle. “Precisei ter muita coragem para me abrir às mudanças físicas, psicológicas e emocionais do antes, durante e depois. Para alguém que durante a infância e adolescência ouviu que poderia ser bonita ‘se fosse…’ algo que não era, acho até que saí rápido da neura do ‘ser lisa’ para ser linda”, escreveu Midi certa vez sobre seu momento de transição.

A primeira vez que ela alisou os cabelos foi por curiosidade. Aos 20 anos, ela usou guanidina pra saber como seria o cabelo liso. A segunda vez que alisou, desta vez com a técnica Photon Hair, Midi estava com um novo namorado e queria fazer algo radical. Mas não só isso: ela não se achava muito bonita com o cabelo cacheado.

Linha do tempo capilar de Midiã Noelle (Foto: Reprodução/ Facebook)

“Acredito que queria ser mais parecida com um padrão ‘branco’ de beleza estabelecido na grande mídia. Eu, por exemplo, sou jornalista e nunca me enxerguei como o padrão pra TV, sabe?”, confessou. E o estereótipo da mídia é bem cruel em relação ao ideal. Ainda bem que estamos avançando, mesmo que minimamente. Considero a ida de Maju Coutinho para o Jornal Nacional, com todos os seus cachos, uma vitória.

Midi ficou dois anos e meio nesse processo de alisamento até partir pra transição e retomar os cachos. Para dar esse passo, ela conta que assistiu vlogs no YouTube, leu blogs e sites sobre o assunto e amadureceu sobre como o racismo afeta as mulheres negras. O cabelo acaba sendo um dos primeiros símbolos destruídos.

“Também amadureci de um modo geral e de fato passei a me enxergar mais bonita naturalmente. Ressaltando o que é natural em mim, me sinto mais bonita”, contou.

Lisa desde os 10
A estudante de Serviço Social, Beatriz Portela, também passou pelo mesmo processo de reconhecimento. Desde quando tinha dez anos sua mãe usava aqueles alisantes para criança para deixar o cabelo mais “penteável”. O tempo foi passando e a química se tornando mais forte, até para também obedecer o padrão do liso. Bia conta que chegou um momento em que o cabelo não respondia mais aos alisamentos e era necessário usar um produto mais forte, o que danificaria mais ainda o cabelo.

“Parei de usar química com 17 anos, quando comecei a estudar gênero, conhecer os coletivos feministas e os discursos sobre emponderamento capilar”, acrescentou.

Beatriz Portela antes, durante e depois da transição capilar (Foto: Arquivo Pessoal)

Apesar da consciência teórica, faltou aplicar os conceitos nos quais acreditava e estímulo também. A tia e a mãe desestimularam no início, mas ao perceberem que era possível ter cachos novamente, as três moças passaram juntas pela transição capilar. O processo requer um tanto de paciência e a de Bia veio da consciência de que o cabelo é um ato político, “a primeira voz nos espaços e a necessidade de mostrar na aparência o que me representa”. Em seu caso, como ela mesma diz, sua essência afro-brasileira.

No período de transição ela conta ter usado muitos coques, ficou pouco  mais de um ano sem dar qualquer tipo de química e após cortar “um tanto”, deu o permanente afro – o produto para cachear os cabelos. Outras coisas são interessantes fazer nessa fase, como interagir em grupos de meninas que estão passando pela mesma experiência; assistir aos vídeos com dicas de técnicas e penteados; e seguir um cronograma capilar para acelerar o crescimento. As dicas de Bia são os grupos do Facebook ‘Cacheadas em Transição’ e ‘Vício Cacheado’, e o vlog da Aline Silva, chamado ‘Gata Crespa Cacheada’.

Controle da menstruação na palma da mão

Oi, moça!

Há uns três anos uma amiga me indicou o aplicativo LadyTimer para calendarizar meu ciclo menstrual. Na época, eu ainda marcava o dia que menstruei no calendário da agenda – olha só que fase! rs

Uso o LadyTimer até hoje e de lá para cá acompanhei as mudanças do aplicativo, todas para melhor. O software funciona tanto em Android como no sistema iOS e, mesmo na versão gratuita, é possível ter sob controle informações diversas.

Conheça seu ciclo
Ao colocar o início da sua última menstruação e a duração do período, o app calcula automaticamente a duração do seu ciclo menstrual e indica os dias de período fértil e de ovulação. Você pode também configurar a duração do ciclo manualmente.

Menstruação sob controle
Como o app gera a próxima data da sua menstruação, o calendário já destaca automaticamente o início e o final do período. Você pode configurar um alarme para a data de início e, assim que a menstruação der sinal de vida, você deve marcar no aplicativo o dia da chegada. Ou então o LadyTimer automaticamente prolonga o dia de chegada e sinaliza um atraso que, talvez, não exista. O app costuma ser assertivo, mas ele é infalível quando você toma certinho o anticoncepcional – logicamente.

Menino ou menina?
O LadyTimer sugere se o bebê será menino ou menina, de acordo com os dias de período fértil e ovulação. Acho isso um pouco ousado, mas há quem acredite. Cuidado pra não se frustrar, ok?

Página inicial (Foto Reprodução/ LadyTimer)

Saiba como você está hoje
Ao abrir o aplicativo, você logo terá sua situação diária: o dia do ciclo, a fase em que você está, quando sua menstruação vai chegar, quando será sua ovulação e qual o risco de gravidez.

Ferramentas
O aplicativo está disponível em português e tem ainda aviso de exames e de pílula anticoncepcional; gráfico de temperatura e opções de humor, sintomas e peso. O LadyTimer traz a opção de backup das suas informações e sincronização de sua conta. O app tem também um fórum para troca de mensagens e experiências, mas ainda não usei essa função. Ah! E seus dados são protegidos por senha.

Apesar de todas as funções, o LadyTimer tem sua margem de erro, até porque somos humanas e vivemos um turbilhão de emoções todos os dias. Como bem sabemos, nosso período menstrual acaba sendo condicionado pelo lado emocional, além do hormonal. Dou esse crédito ao app e temos trabalhado bem juntos.

Você usa algum aplicativo e quer compartilhar com as moças? Comente! Ou envie um email para mocacriada@gmail.com.

Beijo!