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O mito da lingerie bege

Todo site feminino já deve ter escrito pelo menos uma linha sobre a lingerie bege. Todos – ou a maioria deles – costumam falar que a peça é broxante e é um dos itens da lista de coisas que os homens odeiam na cama. Uma das explicações para o desgosto masculino é a associação às lingeries usadas por mães e avós. Culturalmente, o bege e o branco eram cores das “senhoras de família” e as demais eram adotas pelas “mulheres fáceis”.

Felizmente essa mentalidade preconceituosa mudou, entretanto, o estigma com a lingerie bege se perpetua até hoje. De acordo com a empresária Juliana Moraes, da Água Fresca Lingeries, isso se deve porque calcinhas desta cor geralmente integram a linha básica e tendem a ser maiores e com menos detalhes.

Apesar de todo o estigma, as moçoilas reconhecem a importância de uma peça coringa como essa no guarda-roupa. Juliana conta que não enfrenta qualquer problema na comercialização das lingeries beges, já que “a mulher sempre procura por essa peça, principalmente pela vantagem de não aparecer com roupas em tons claros”. “Por isso, não é preciso nenhuma estratégia [para comercialização das peças]. Pelo contrário, recebemos constantemente pedidos de modelos exclusivos para diferentes necessidades”, acrescenta.

Mas nem toda peça bege precisa ser sem graça. Dá para aproveitar a discrição da peça e diferenciá-la com rendas, transparências, modelagem e tecidos mais nobres.

(Foto: Reprodução/ Radar Notícias)
(Foto: Reprodução/ Radar Notícias)

Drops
– Uma das vantagens da calcinha bege é o conforto para o dia a dia. Costumam cobrir o que precisa ser coberto, não apertam e geralmente são feitas de algodão.
– As peças beges são ótimas para usar com roupas claras, já que não marcam.
– Juliana Moraes, da Água Fresca Lingeries, sugere alternativas à lingerie bege, se a escolha for motivada pela discrição da peça: os tons castanho, branco e bonina podem funcionar, porque não são notadas e tecidos claros e finos.

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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