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O Grammy poderia ser mais do que entretenimento na pandemia

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Era para esse ser um texto sobre como os artistas têm incluído as máscaras de proteção em seus figurinos de premiações. Afinal, a pandemia de coronavírus segue em vigor em todo o mundo, apesar de alguns países avançarem mais do que outros na contenção da Covid-19 – seja por meio da vacinação, seja pela adoção de medidas de distanciamento social.

De fato, os registros de quem esteve presencialmente no Grammy no último domingo (15) deixaram todos empolgados. Particularmente, fiquei animada para acompanhar esse “it-acessório”, que creio já ter alçado o posto de escudeiro fiel em tempos sombrios de crise sanitária. Tal qual numa guerra, quem não se protege fica ainda mais vulnerável.

Pude perceber que, em geral, as máscaras têm sido coordenadas com as peças que vestem. Taylor Swift usou o vestido floral Oscar De La Renta como inspiração para sua máscara.

Toda de Gucci, Billie Eilish apostou em uma máscara de mesma estampa do bucket hat, das luvas, da camisa e calça, todas florais com lantejoulas bordadas. As unhas não ficaram de fora dessa combinação.

Impossível não mencionar também a rapper Chika, que chamou a atenção com um look esportivo Nike, em suaves tons de verde, rosa e lilás. O charme da sua máscara, na mesma paleta, foi o babado sobreposto à estrutura tradicional do item.

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Importância do clique

Era, de fato, para ser um texto apenas sobre as máscaras, mas não perderei a oportunidade de reforçar aqui o quão simbólico e orgulho da OMS [Organização Mundial da Saúde] seria se encontrássemos fotos desses artistas devidamente protegidos em seu momento de esplendor. À exceção de Billie Eilish e de Chika, para mencionar as citadas aqui, ainda foi difícil encontrar cliques oficiais dos artistas usando máscaras.

Abraçados com seus troféus ou no tapete vermelho, são inúmeras as fotos, da melhor qualidade, no que interpreto como um indicativo nítido de que posar para fotógrafos profissionais cujas imagens circulariam o mundo era uma prioridade. No entanto, as máscaras talvez não estivessem nesse lugar “privilegiado” (muitas, muitas aspas), a contar os cliques de baixa qualidade, esporádicos, quase raros desses artistas usando-as.

Sabemos que Dua Lipa, Beyoncé e Harry Styles, por exemplo, também usaram máscaras porque há alguns registros na web. Mas a foto posada, que vai parar nas enquetes de “gostei ou não gostei” do look e nas capas de sites especializados em moda e entretenimento, bom, ficou em dívida.

Na frente das câmeras, nos momentos sob os holofotes, a grande maioria ainda prefere aparecer sem o equipamento recomendado por autoridades sanitárias e científicas para conter a transmissibilidade do coronavírus. Mas que bom exemplo seria para aqueles fãs de premiações que ainda resistem à máscara, se vissem seus ídolos usando-as até mesmo nos momentos de glamour.

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Afinal, o vírus não respeita aquele minutinho rapidinho da foto quando se trata de contaminar alguém. Além disso, foto é memória e história. E não será eliminando a máscara de nossos registros que esqueceremos esse momento tão difícil.

Nem precisamos.

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