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Estamos prontas para a tal liberdade?

Certa feita entrei numa discussão sobre a liberdade de expressão. Tão temida pelos mais autoritários, primeiro alvo da censura, e ao mesmo tempo, talvez justamente por isso, uma arma contra a ignorância. Defendo, com unhas e dentes, o direito à liberdade. Poder escolher é um direito que deveria ser inalienável, irrevogável, principalmente entre aqueles que acreditam em Deus.

Afinal, todos nós nascemos, sempre, a qualquer tempo, com algo em comum: o livre arbítrio. A liberdade de decidir o que fazer ou o que ser; quando, como, onde e com quem. E ninguém tem nada a ver com isso.

Para pessoas como eu, que trabalham com criação, a liberdade é pré-requisito para a fluidez das ideias. Para toda a sociedade, liberdade é a base de sustentação da autonomia, independência, progresso. Liberdade é poder sonhar e realizar!

Imagine poder escrever sobre o que sentes sem que sejas punida por isso. Ou poder escolher a atividade com a qual trabalhar o resto da vida, a pessoa com quem construir uma família. Ou ainda poder ser livre para assistir a qualquer programa na televisão ou ouvir a música que você tanto gosta.

Imagine pode usar biquíni no calor, maquiagem nos lábios, a roupa que desenha o teu corpo. Porque você também é livre para usar o que quiser.

Empodera. Te torna dona do seu próprio destino. Você é seu próprio lar. Vigia e visita. Você é quem quiser ser. É uma responsabilidade e tanto.

Começo a defender a hipótese de que é justamente o poder que amedronta aqueles que desejam o cerco às liberdades diversas. O livre arbítrio exige responsabilidade pelas consequências decorrentes de nossas escolhas. E ninguém tem absolutamente nada a ver com isso.

Percebe onde quero chegar?

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É cada um por si, mas está todo mundo no mesmo barco. Eu que lute, e você também, ora!

É o meu direito ser livre para escrever o que quiser na internet, mas preciso arcar com as consequências que surgirem.

É ser livre para beijar quantas bocas quiser numa balada, mas lidar com o sapinho que porventura se desenvolva.

É ser livre para escolher acreditar em uma doutrina religiosa e sustentar o que vier depois. Persistir numa ideia, manter uma postura, agir de certo modo e não fugir quando a conta chegar.

É ser livre para estourar o cartão de crédito, mas sabendo que vou ser convocada a arcar com isso depois.

Escolher exige responsabilidade. Não apenas com nós mesmas, mas com o outro também. Afinal de contas, o outro também é livre para fazer suas próprias escolhas e passar pelos mesmos processos.

Liberdade exige responsabilidade.

Estamos prontas para ela?

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