Como usar o branding pessoal para conquistar o trabalho dos sonhos

Como usar o branding pessoal para conquistar o trabalho dos sonhos

Onde você quer chegar? Já pensou no que você pode fazer para conquistar o trabalho dos sonhos? Aqui você vai encontrar dicas para colocar em prática já e atingir seu objetivo, independentemente das circunstâncias.

Sabemos que o trabalho é um componente importante da nossa felicidade e de como avaliamos quão útil somos – até para nós mesmas. Sem contar o tempo que dedicamos ao trabalho, de pelo menos um terço do nosso dia, então precisamos estar bem com isso.

Há quem tenha a sorte do trabalho dos sonhos, mas há também quem ainda não… O que não quer dizer que seja impossível chegar .

Conversamos com Silvia Berger, especialista em Marketing Estratégico e em Personal Branding como Estratégia de Gestão de Carreira, para entender quais ferramentas temos ao nosso dispor para buscarmos uma eventual recolocação no mercado de trabalho. Pega esse spoiler: a marca pessoal é uma possibilidade e tanta!

Defina um objetivo

Antes de qualquer coisa, é preciso ter em mente o objetivo que você pretende alcançar. A partir daí, você enumera também quais habilidades ou características são necessárias para esse objetivo.

Por exemplo: quer ter um canal de referência sobre economia? Isso requer conteúdo especializado sobre o assunto, técnicas de vídeo e conhecimentos sobre edição. É preciso investir.

Isso implica também conhecer as habilidades que você já possui. Reconheça no que você é boa e o que pode te diferenciar dos demais profissionais à disposição do mercado. Faça mesmo uma espécie de análise SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) de si mesma, e construa toda a sua estratégia em cima disso.

“O que a profissional tem que entender é: no que ela é boa? Olha pra trás na sua carreira e veja quais são seus pontos fortes, quais habilidadez fizeram com que se diferenciasse dos outros e tivesse sucesso?”, provoca Silvia.

Branding pessoal

A especialista em personal branding Silvia Berger explica que, num mercado competitivo, é preciso entender o que você domina e quais são suas habilidades. A partir disso, você constrói sua imagem em torno do que te diferencia, seu branding pessoal.

“Marca pessoal é o que você é. Todo mundo tem uma marca pessoal”, adianta.

Silvia cita Jeff Bezos, dono da Amazon, ao trazer uma analogia esclarecedora sobre branding pessoal: é aquilo que falam de você quando você não está na sala. É aquilo tipo: “Nossa, Maria é boa no vídeo, hein?” ou “Legal que Teté comunica bem o que ela quer passar” (rsrsrs…).

A marca pessoal é como os outros te veem e está ligada às suas habilidades verdadeiras, à sua essência. Não é algo que se construa, de acordo com Silvia, mas é algo que podemos gerir estrategicamente. É encararmos nossas habilidades e pensarmos em quem queremos atingir. Ou uma área de trabalho específica, quem sabe?

“O que é importante é entender quais são essas habilidades, no que elas te diferenciam dos demais, e fazer sua comunicação em cima disso. (…) Essa pessoa vai estar comunicando sobre isso, então ela vai postar sobre isso, escrever sobre isso. Quando estiver num lugar público com quem não conhece, ela toca nesse assunto”, explica Silvia Berger.

Se você, por exemplo, quer se tornar referência em finanças para classes C e D, o ideal é listar suas habilidades e usá-las a seu favor nesse sentido. Escrever sobre o assunto, dizer às pessoas que você está direcionando sua atuação para essa linha, potencializar essas habilidades.

Soft skills

Sensibilidade, jogo de cintura, autoconhecimento. O mercado hoje busca profissionais com soft skills desenvolvidos, de acordo com a especialista em branding pessoal Silvia Berger. O principal deles é a inteligência emocional.

Isso implica conhecimentos sobre a pessoa, sobre os outros, sobre o que ela vê e o que faz com o que sabe.

“O que eu vejo sobre os outros é a empatia que eu tenho. O que eu faço com relação aos outros é a minha comunicação. Sei trabalhar em equipe? ajudo os outros? Fazendo esse cruzamento, você chega em quatro campos importantes da sua inteligência emocional e você pode perceber se tem alguma coisa em que pode trabalhar”, destaca.

Chegar a esse ponto não é fácil. Não é como pegar uma lei e estudar sobre ela, se você for da área do Direito. As soft skills são mais facilmente desenvolvidas quando você passa a se observar, segundo Silvia. Como você reagiu em determinadas situações e o que pode fazer para agir diferente, se o desfecho não tiver sido dos melhores?

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Networking

Ativar rede de relacionamentos é uma boa estratégia para conquistar o trabalho dos sonhos. Você precisa partir de algum lugar, afinal, e por que não acionar pessoas que tenham algum tipo de influência na área em que você quer atuar?

“Essa pessoa precisa voltar a ter você no radar. Vai no Instagram da pessoa, se ela postou uma foto, comenta, puxa um assunto. Não é mandar um e-mail do nada. No LinkedIn, a pessoa postou um artigo, comenta”, sugere Silvia.

A especialista ainda vai além. Se for entrar em contato com alguém que você admira muito, que tal tornar essa pessoa sua mentora? Conversa, pede pra te ajudar e direcionar.

“Se você tem uma pessoa que assume responsabilidade de ser seu mentor, ela te direciona, te ajuda a não ter ansiedade”, observa.

LinkedIn

O LinkedIn, inclusive, é uma ótima estratégia para quem procura por recolocação no mercado de trabalho. Não só pela ferramenta de busca por vagas, como também porque facilita o relacionamento.

Para isso, é importante manter o perfil atualizado, ter uma boa foto, escrever um resumo que foque em suas qualificações e habilidades. A partir disso, o recrutador vai entender quem é a pessoa atrás daquele profissional ali.

“Não tem problema nenhum você ter pontos pessoais ali, coisas que te diferenciem do lado pessoal também. Isso mostra que você tem interesses, hobbies”, acrescenta Silvia.


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