Como será o Fashion Revolution em meio à pandemia de coronavírus?

Está mantido o propósito de os ativistas continuarem unidos durante a semana de 24 de abril para homenagear as vítimas do Rana Plaza. Confira outras decisões sobre a ação deste ano.

Mulher costura roupas

A pandemia do novo coronavírus tem movimentado as coisas de lugar. Os eventos previstos para as próximas semanas foram adiados, como a São Paulo Fashion Week, por exemplo, que aconteceria entre 24 e 28 de abril. As ações do movimento Fashion Revolution, que questiona as bases que estruturam a indústria da moda e acontece no dia 24 de abril de cada ano, também passarão por ajustes.

Um comunicado elaborado pelas fundadoras do Fashion Revolution, Carry Somers e Orsola de Castro, reforça a necessidade de adaptações. Está mantido o propósito de os ativistas continuarem unidos durante a semana de 24 de abril para homenagear as vítimas do Rana Plaza e outros acidentes e injustiças presentes em todo o ciclo de produção de moda.

Mas outras decisões foram tomadas:

  • Adiar ativação de Troca de Roupas, para evitar aglomerações
  • Digitalizar, adaptar recursos e atualizar conteúdo conforme a situação atual
  • Seguir com mensagens para indústria da moda, fomentando conservação e restauração do meio ambiente
  • Examinar marcas de moda e pedir mais responsabilidade com as pessoas, como enviando e-mail à sua marca favorita para saber o que ela tem feito para colaborar em meio à crise – seja protegendo funcionários ou contribuindo para os cuidados de pacientes
  • Investigar nossas roupas: observar etiquetas, analisar detalhes, pesquisar marcas, observar a composição das peças

“Podemos aprender coisas importantes. A pandemia do coronavírus levará a uma enorme mudança comportamental e a uma inevitável desaceleração do consumo. Como sempre dizemos, as roupas mais sustentáveis são as que já estão em nossos guarda-roupas e podemos começar já, cuidando das roupas que temos, costurando botões, reparando bainhas e cerzindo. Reparar é um ato revolucionário, e a revolução começa com todos nós, em nossos próprios guarda-roupas”, diz o comunicado de Carry e Orsola.

Fashion Revolution Brasil

O movimento brasileiro também desenhou uma estratégia de atuação na semana Fashion Revolution. O foco é realocar eventos físicos para o meio online, com links de transmissão, mas apenas em caso de a discussão ser relevante para o momento atual. Além disso:

  • Divulgar ações e projetos locais para apoiar
  • Ser ponto de conexão entre quem quer ajudar e quem precisa de ajuda
  • Incentivar sua rede de contatos a buscar fontes de informações confiáveis
  • Incentivar ações offline, como costura, bordado e tingimentos, além de atividades criativas

As ações que forem compartilhadas nas redes sociais precisam estar marcadas com a hashtag #SemanaDigital, para que todos os outros ativistas possam acessá-las também. As outras hashtags do movimento também seguem em uso, como #fashionrevolution, #quemfezminhasroupas e #doquesãofeitasminhasroupas.

Mas, apesar de tudo, a equipe do movimento Fashion Revolution Brasil convoca à reflexão em meio a essa pandemia: O que podemos aprender com as mudanças que o mundo está passando nesse momento?


Se interessa pelo movimento Fashion Revolution? Então você vai amar saber que Carry Somers está no especial que fizemos sobre as 12 mulheres que fizeram história na moda! Clique aqui para conferir!

Autor: Moça Criada

Curiosa, jornalista e libriana. Mestre em Comunicação. Interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse. Ver todos posts por Moça Criada

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