As tendências das grifes de moda em meio à pandemia de coronavírus

As tendências das grifes de moda em meio à pandemia de coronavírus

Perdoem o trocadilho do título dessa matéria, mas já que as grifes ditam o que vai ser moda na temporada, que o exemplo fique também. Os maiores conglomerados fashion reuniram esforços para combater a pandemia de coronavírus que já deixa mais de 334,9 mil pessoas infectadas e 14,6 mil mortos em 190 países do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde publicados na noite de segunda-feira (23).

Separamos abaixo as iniciativas adotadas por grupos como Kering e LVMH, que disponibilizaram suas fábricas para produzir insumos utilizados por profissionais de saúde, como máscaras e álcool em gel. Algumas doações também foram pessoais, mas invariavelmente recai sobre a imagem pública da marca, como é o caso de Prada e Versace.

Acompanhe mais detalhes abaixo:

H&M

Uma das maiores varejistas de moda do mundo, a H&M anunciou no domingo (22) que vai adquirir equipamentos de proteção individual para hospitais da União Europeia. A empresa tenta entender quais são as necessidades mais urgentes, enquanto define o que sua rede de suprimentos pode oferecer. A empresa já fechou suas lojas temporariamente em muitos mercados devido à pandemia.

Inditex

A maior rival da H&M e dona da marca Zara, a Inditex se ofereceu para confeccionar roupas hospitalares e uniformes para hospitais da Espanha, país natal da grife. A marca também disponibilizou sua vasta rede de logística e fornecedores para atender às necessidades de máscaras protetoras, luvas, óculos e toucas.

Kering

O grupo de luxo anunciou a compra de 3 milhões de máscaras cirúrgicas, diretamente da China, para doar ao serviço de saúde francês. O país está com poucos suprimentos médicos em meio à pandemia de coronavírus.

A Gucci, de propriedade da Kering, deve fazer mais de 1 milhão de máscaras e 55 mil aventais médicos na Itália, e espera aprovação de autoridades médicas do país. No último domingo (22), o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou que todas as fábricas não essenciais devem fechar.

A Balenciaga e a Yves Saint Laurent, que têm fábricas na França, também produzirão máscaras, mediante aprovação das autoridades, cumprindo as medidas de proteção mais rigorosas para profissionais de saúde.

Além disso, a Kering já fez doações para hospitais de toda a Itália e junto à Fundação da Cruz Vermelha de Hubei, na China. Também foi doado valor não revelado para apoiar a pesquisa feita pelo Instituo Pasteur, organização privada sem fins lucrativos.

LVMH

O conglomerado de luxo, dono de marcas como Christian Dior, Fenty e Givenchy, anunciou a doação de 40 milhões de máscaras para a França. A grife também orientou a linha de perfumes e cosméticos a produzir álcool em gel a ser fornecido às autoridades francesas.

Armani

O grupo doou 1,25 milhões de euros a três hospitais de Milão, ao Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, em Roma, e à agência de proteção civil italiana. A grife foi uma das primeiras a tomar medidas para impedir a propagação do coronavírus: o desfile na Semana de Moda em Milão, em 23 de fevereiro, aconteceu a portas fechadas, e todas as lojas e restaurantes da rede estão fechados desde 10 de março, quando começou o lockdown na Itália.

À Forbes, o empresário Giorgio Armani disse: “A saúde e o bem-estar de meus funcionários sempre foram e continuam sendo minha prioridade”.

Dolce e Gabbana

A grife dos poderosos Domenico Dolce e Stefano Gabbana fez uma doação, de valor não revelado, à Universidade Humanitas, em Milão, para avançar nas pesquisas sobre a resposta do sistema imunológico ao coronavírus.

Prada

A grife italiana anunciou no último dia 16 que os CEOs da empresa, Patrizio Bertelli e Miuccia Prada, além do presidente Carlo Mazzi, doaram seis unidades de terapia intensiva e reanimação para os hospitais Vittoe Buzzi, Sacco e San Raffaelel, em Milão.

Versace

A designer Donatella Versace anunciou a doação de 200 mil euros, juntamente com sua filha Allegra, para o departamento de terapia intensiva do hospital San Raffele, em Milão. Em seu perfil no Instagram, Donatella disse que toda a sociedade precisa estar unida e cuidar uns dos outros.

Grupo Calzedonia

O grupo Calzedonia, holding italiana detentora da marca Intimissimi, adaptou as fábricas de Avio e Gissi, no Norte da Itália, para produzir 10 mil máscaras e aventais médicos por dia. O material será doado aos serviços de saúde da Itália, um dos países mais castigados pela pandemia do novo coronavírus. Também serão usadas unidades de produção instaladas na Croácia.

A quantidade inicial deve ser aumentada ao longo das próximas semanas, segundo comunicado da marca. Para a produção, foram adquiridas máquinas específicas e oferecida formação às costureiras. O Hospital de Verona, cidade onde está sediado o grupo, foi o primeiro a receber as doações.

Será que as grifes brasileiras também seguirão essas tendências?


Gostou desse conteúdo? Veja também o que fizeram À La Garçonne e Riachuelo em meio ao coronavírus.

Um comentário em “As tendências das grifes de moda em meio à pandemia de coronavírus

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *