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Aladdin: 5 motivos para assistir ao novo live-action da Disney

Pouco mais de uma semana depois da estreia, em 23 de junho, o live-action de Aladdin ultrapassa a marca de R$ 3 bilhões em bilheteria em todo o mundo. No clássico dos contos de fadas da Disney, Mena Massoud dá vida ao jovem que vive de pequenos roubos em Agrabah, até que é transformado em príncipe pelo Gênio (Will Smith) e se dedica a conquistar a princesa Jasmine (Naomi Scott), por quem se apaixonou.

O desenrolar da história é envolvente, intercalado por canções que reafirmam o mote das cenas, e estabelece de forma eficaz conexão com a geração atual ao trazer elementos dessa juventude – o discurso da personagem feminina, o sarcasmo em algumas falas, as referências ao hip hop (mais popularizado nessa geração). O live-action dirigido por Guy Ritchie e escrito por ele em colaboração com John August e Vanessa Taylor carrega consigo algumas tantas razões para assisti-lo. Separamos cinco motivos para você não deixar de conferir o remake. Veja abaixo!

Aladdin (Mena Massoud) e Gênio (Will Smith). (Foto: Divulgação/ Disney)

Princesa sultana

Na história original, a princesa Jasmine tem um papel passivo diante do desenrolar dos acontecimentos. Para o filme, a Disney usou uma licença poética que dialoga com os nossos tempos, em que a mulher cada vez mais é protagonista de sua história, capaz de alçar voos maiores que aqueles planejados por outras pessoas que não ela mesma e pode escolher com quem se casar ou não. A Jasmine interpretada por Naomi Scott se preparou para assumir o trono de Agrabah e não hesita em reivindicar a liderança que reconhece nela mesma. Uma inspiração e tanto para as meninas dessa nova geração.

Trilha das arábias

Musical como é, em nada surpreende que a trilha sonora de um filme como Aladdin tenha qualidade. Mas é muito interessante como todas as canções conversam com o ambiente no qual passa o filme, sem perder a conexão com o tempo presente. O trabalho da equipe consegue o feito de nos deixar envolvidos, no clima do mundo árabe, sem ser caricato ou brega. Destacamos o clássico ‘A Whole News World’, interpretada por Zayn e Zhavia Ward, e todas sob o vocal de Will Smith: ‘Arabian Nights’, ‘Friend Like Me’ e ‘Prince Ali’. É o máximo também a versão de ‘Friend Like Me’ mixada por DJ Khaled, que dialoga bastante com o som produzido e ouvido pela geração atual.

Foto: Divulgação/ Disney

O genial Will Smith

As atuações em Aladdin são irretocáveis, mas Will Smith se destaca em todas as cenas que faz. O Gênio da lâmpada que interpreta é divertido sem ser bobo, como se saído do reino dos memes direto para as telas do cinema. Em entrevista a Ellen Degeners, o artista disse ter se inspirado no seu personagem de ‘Um Maluco no Pedaço’ para compor o Gênio: “(…) eu pensei: ‘ah, eu posso meio que pegar minha persona de ‘Um Maluco no Pedaço’ e usar. Porque o Gênio já foi para o futuro e para o passado, então você pode puxar referências de qualquer lugar. O hip-hop foi onde vi que poderia colocar minha própria assinatura, enquanto mantenho o valor nostálgico”, disse Smith. É surpreendente ver a desenvoltura de Smith cantando e dançando – aquele mesmo cara que fez filmes tão dramáticos como ‘À Procura da Felicidade’ (2006) e ‘Eu Sou a Lenda’ (2007). E, muito justamente, Aladdin se tornou o filme de maior bilheteria na carreira de Smith.

Elenco que representa

Nada mais incômodo do que assistir a um filme que trata de época e região específicos, sem que exista proximidade entre o elenco e aquelas especificações. Em Aladdin a sensação é totalmente contrária. Mena Massoud como Aladdin, Naomi Scott como a Princesa Jasmine, Marwan Kenzari no papel de Jafar, Navid Negahban como o Sultão e até mesmo o próprio Will Smith interpretando Gênio situam o espectador do lugar ao qual o filme se refere. Isso ocorre também por causa do trabalho de caracterização, bastante próximo da imagem que temos das personagens dos livros de contos de fadas. A fantasia se completa em todos os sentidos.

Mega-produção

Já mencionamos o figurino, mas não dá pra assistir a Aladdin sem reparar na produção gigantesca que o filme requereu. Fotografia, cenário da cidade de Agrabah, detalhes das ruelas características do Oriente Médio, entrosamento entre figurantes. É uma produção que enche os olhos pela dimensão que possui.

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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