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A gente precisa falar sobre calcinha e sutiã

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Olha só, troquei o sutiã que comprei por um short de lycra. Foi a escolha mais acertada dos últimos tempos.

Sei com certeza qual tamanho caberá em mim, porque a forma do short não costuma variar. É mais confortável experimentar o short e usá-lo posteriormente. Se eu sentir qualquer dificuldade com o short, não haveria constrangimento em dizer por aí “fui comprar um short e não rolou, pois apertado demais”, por exemplo.

No fim das contas, tendo a acreditar que comprar qualquer coisa é melhor do que comprar sutiã. Ou calcinha. Ou calcinha e sutiã. Até mesmo biquínis.

Comentei recentemente no Twitter que a gente poderia falar mais sobre comprar roupas íntimas, porque essa é uma tarefa bem complexa. Geralmente não dá pra experimentar; há toda uma ciência para avaliar se o sutiã nos cabe satisfatoriamente com a regulagem das alças e a acolhida dos nossos fartos seios; é preciso uma capacidade dedutiva ímpar para escolher a calcinha que melhor se adequará ao nosso quadril, bundas e barriga. Não é à toa que, quando encontro a lingerie que se encaixa ao meu corpo, uso, uso e uso até surrar.

Fiz uma busca rápida no Google para encontrar dicas de como escolher a lingerie e quase todas as publicações tendem para o “escolha seu tamanho certo” para não “comprar o produto errado”. Já vi apontarem esse como o principal erro, porque as pessoas têm preguiça de experimentar ou não querem encarar sua realidade, comprando peças maiores ou menores em relação à sua estrutura corporal.

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Pode até ser. Mas não resolve levar a discussão por esse lado, não é?

A gente esbarra em algumas dificuldades. Experimentar peças íntimas é uma grande questão, porque o nome já diz: é íntimo. Se optamos por não experimentar, confiamos no tamanho que sempre compramos. Mas não há um padrão de medidas que nos permita confiar que todas as marcas produzirão com as mesmas especificações. Não somos ensinadas sobre como o sutiã e a calcinha devem se comportar em nosso corpo, da forma como aprendemos a escolher calças jeans, vestidos, blusas.

Sei escolher blazer porque já vi várias reportagens sobre como a linha do ombro tem que estar no lugar, a manga acompanha o comprimento do nosso braço e os botões devem fechar para que o tamanho seja o nosso ideal. E quanto a lingeries?

Enquanto ninguém resolve isso, o jeito é seguir na tentativa e erro.

Comprar sempre o mesmo modelo, da mesma marca, no tamanho que deu certo. Apurar o olhar pra acertar que, daquela vez, o sutiã 46 pode servir melhor que o 44. Levar de casa para comparar na hora de comprar…

Que outras alternativas temos?

quem é Teté

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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