Velho Espanha: Tradição pra quem gosta de reunir os amigos numa mesa de bar

Lá pra julho ou agosto do ano passado, minha amiga Fran convocou nosso grupo das Princesas Desencantadas para fugir do roteiro convencional de botecos no Imbuí e conhecer um bar novo. Ficava nos Barris e a história era linda: um grupo de jovens queria manter viva a tradição do bar frequentado por seus avós. (Re)Nascia o Velho Espanha Bar e Cultura na construção secular típica do bairro.

A proposta se tornou mais tentadora quando descobrimos que semanalmente rolava samba no Velho Espanha. Imagine que delícia seria reunir os amigos num sábado de sol, curtindo um samba num dos bairros mais tradicionais da capital baiana. Se os Barris, por si só, já sugere um ar antigo, secular, estar num estabelecimento com referências à época só reforça isso.

O bar é estreito assim, mas a maioria das mesas ficam do lado de fora (Foto: Moça Criada)
Imagina que louco pedir o cardápio e vir quase o quadro da escola? (Foto: Moça Criada)

E o bar é bom mesmo?

Chegar no Velho Espanha é simples, mas não passa ônibus. Você teria que chegar pela Lapa ou Piedade e subir a ladeira que dá nos Barris. Ande até a Biblioteca Pública e em frente, do outro lado da rua, na esquina da General Labatut com a Travessa dos Barris, encontre seu destino. Não tem placa, fachada, nada.

Convoquei as Princesas Desencantadas para uma avaliação do bar e chegamos às seguintes conclusões:

  • O espaço não é lá muito grande, então as mesas ficam na rua. O ruim é ficar na lateral do bar, porque algumas mesas acabam dispostas numa ladeirinha que, dependendo da quantidade de álcool no sangue, pode render um belíssimo strike! haha Mas no geral, é um lugar bacana pra reunir os amigos para um happy weekend.
  • Na hora de atração musical por lá, eles mudam o esquema de consumo: fecha a conta e passa a ser por ficha. As meninas não curtiram muito por acharem chato comprar um ficha por vez ou 20 de uma vez só e não consumir tudo. Eu acho mais prático, inclusive, facilita até na hora de todo mundo pagar igual o número de bebidas. Fica a seu critério.
  • O preço da cerveja está dentro do valor dos demais bares de Salvador, mas as princesas sentiram uma dorzinha no coração em dar R$ 8 numa Brahma. Como não bebo, não senti nada.
  • O cardápio é a coisa mais engraçada do universo! Você pede e de repente chega o garçom do seu lado com uma lousa enorme com todos os preços. Librianos piram com a pressão velada para decidir logo o que consumir!
  • Falando em garçom, o atendimento é bem ok. Não tem atenção demasiada ou especial, mas esquecido você também não fica. Nada novo sob o sol.
  • Quando fomos, pedimos pastel e batata frita. Ambos os pedidos estavam deliciosos e numa média de preços bem menor em relação a outros bares de Salvador. Esse é um bom ponto a ser levado em consideração.
  • O som ao vivo acaba cedo, então o Velho Espanha pode ser um esquente para a balada da noite. Por outro lado, é ruim, se você restringir sua programação ao bar. Da vez que visitamos, começou umas 17h30 e antes das 20h já não tinha mais pandeiro tocando.
  • Ah! E não tem essa de banheiro masculino e feminino em lugares diferentes. Existem dois cômodos privados, sim, mas sem identificação para qual gênero e a pia é uma só pros dois. As meninas consideraram esse um ponto negativo.
Lembra o corredor da primeira foto? Ele divide espaço com o bar e a cozinha, naquela portinha ali (Foto: Moça Criada)
Achei gracinha essa pia diferente e fiquei me perguntando: será que nos anos 20 era assim também? (Foto: Moça Criada)

De todo modo, vale à pena tirar um sábado pra conhecer esse bar raiz, que nasceu em 1920 como Armazém Espanha, da família Mendez Pineiro. É gostoso ver como o atual e o antigo se encontram tão harmoniosamente, como no contraste entre o freezer moderno e o piso clássico. Ou como jovens e pessoas mais velhas se unem por um prazer comum: a boemia.

Tradição é tradição, né?!

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