Uma lição sobre o amadurecimento

Existem coisas que só aprendemos depois que vivenciamos na pele, sendo atores de uma tragicomédia sem plateia, cujo texto ecoa incessantemente em nossas mentes. Em 24 horas saí da teoria à prática em uma das lições mais importantes que acredito ter absorvido ao longo dessas poucos mais de duas décadas de vida: nenhuma semente frutifica fora do seu tempo. É uma lição bíblica, explicada no Evangelho Segundo o Espiritismo, verdade. Mas tão aplicável ao nosso cotidiano como as operações matemáticas de adição e subtração.

Deus – e aqui eu toco no nome Dele, porque acredito ser a razão de tudo – não permite que nada aconteça fora do seu tempo. Se até mesmo uma fruta tem um período específico para ser consumida, por que nós não haveríamos de ter nosso próprio tempo para certas coisas? Pouco adianta antecipar e comprar a banana verde, se será preciso esperar que ela esteja madura. Pouco adianta dar muito a quem não sabe o que fazer com o que recebe.

Mas a ignorância não é demérito, pelo contrário. É parte do processo, que, aí sim, requer humildade para que sejam assumidas as limitações. Às vezes reproduzimos ideias e comportamentos que nos deixam fadados à estagnação. Nos tornamos incapazes de aprender sobre aquilo que desconhecemos, se não soubermos reconhecer nossas faltas, nossos pré-conceitos, nosso modo automático de agir e pensar.

Pouco ou nada adiantam alertas externos, visto que o processo de amadurecimento depende de esforços individuais. Quem tem olhos para ver, que veja. Da mesma forma que quem tem ouvidos para ouvir, que ouça. Não adianta dar a quem não sabe reconhecer o valor do que recebe. Isso vale para informação, acessos, sentimentos e riquezas.

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2 thoughts on “Uma lição sobre o amadurecimento

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