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Trailers legais que se tornaram filmes preferidos

Minha relação com filmes é tipo aquela recriminada por muita gente quanto aos livros: julgo pela capa mesmo, ou melhor, pelo trailer. Ele tá aí pra isso, chamar a nossa atenção, ou então não teria razão de existir, né verdade? E eu já caí em tanta fria por esse hábito…

Certamente perdi produções maravilhosas, ricas em experiência e entretenimento, por não me permitir assistir a um filme só por sua sinopse. Como também já perdi meu tempo vendo filmes mega ruins porque me deixei iludir pelas melhores cenas do filme reunidas no trailer. Mas eu tenho dois problemas: a história tem que despertar muito minha curiosidade e/ou a estética do filme tem que ser muito bonitinha. Sou libriana, né, mores? Vênus rege o belo, o bem feito, coisa e tal. Somos isso.

Eis o porquê de eu assistir tão pouco a filmes e as minhas escolhas serem tão aleatórias, sem qualquer ligação. haha Mas em se tratando de séries eu sou bem determinada (WHAT, libriana?): temas policiais me interessam! Mas tá bom, né? Vamos voltar para o foco.

Fiz um top 3 de filmes que passei a assistir por causa do trailer. Não são atuais, mas não há tempo para boas produções, né?

Hugo (2011)
Eis um filme de aventura e metalinguístico que conta a história do próprio cinema, baseado no livro homônimo de Brian Selznick sobre um garoto que vive sozinho em uma estação de trem de Paris. Se prepare para encher seu coração de compaixão com a história de Hugo, que perdeu seu pai e só tem como lembrança dele um autômato (tipo um homem mecânico). Hugo se coloca em algumas enrascadas, alguns vilões aparecem pelo caminho, mas nada muito pesado. Juro, só deixa os mais ansiosos na mão, mas isso faz parte da aventura, né? O filme é de Martin Scorsese.

O Grande Hotel Budapeste (2014)
A história é de um concierge de um hotel europeu que se tornou melhor amigo de um dos empregados. O filme passa no período entre as duas guerras mundiais, mas a cartela de cores em tom pastel não faz qualquer referência agressiva à fase histórica. Há uma mistura de comédia com drama, um pouquinho de aventura também, mas nada que torne enfadonho. Vale atentar para os detalhes do cenário, o figurino, a performance dos atores e a fotografia, que são excepcionais. Gosto muito.

O Artista (2011)
Eu gosto desse filme (francês <3) porque ele é meio metalinguagem, por tratar a evolução do cinema mudo para o falado e todas as crises que isso envolveu. O assunto é centralizado no ator George Valentin, interpretado por Jean Dujardin, que entra em declínio entre os anos 1927 e 1932 por causa do progresso tecnológico. A atriz Peppy Miller (Bérénice Bejo) é quem passa a ascender nesse período. Acho incrível que o próprio filme é mudo quando retrata a fase muda e ganha som quando a mudança é efetivada. Caramba! Confesso que a cabeça deu nó: que ano é hoje? A direção do filme ficou por conta de Michel Hazanavicius.

Me contem o que acharam, caso tenham assistido! <3

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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