Texto de Domingo: Chegue onde queira, mude a perspectiva

Todo dia ela faz tudo sempre igual. As situações se repetem de um jeito curioso. As mesmas crises, os mesmos tipos de caras, os mesmos dilemas. Ela, que faz tudo sempre igual, para pra pensar no que pode motivar esse padrão, mas nem sempre encontra uma perspectiva. Onde será que ela pode ter errado? Onde será que ela poderia agir diferente?

Encontrar a resposta pra essas questões não é uma tarefa fácil. Há quem defenda que é preciso elevado nível de autoconhecimento, enquanto há outros que têm uma percepção tão aguçada que vive determinada situação uma vez só. Acredito que sofra mais do mal da repetição aquelas pessoas que, assim como eu, não conseguem mudar a perspectiva.

É que, por exemplo, você pode sempre se deparar com pessoas que não te tratam como você sabe que deveria ser tratada, mas ainda assim você alimenta a ideia de que algum dia elas acordarão e perceberão quão valiosa você é. Ou você até tenta desenvolver algum tipo de habilidade profissional, se especializar em alguma coisa, mas nunca acha que é capaz de ser vista daquela forma. Daí oportunidades são perdidas e você tem a impressão de que segue estagnada.

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Talvez seja só impressão. Ou talvez esteja mesmo. O que não quer dizer que você deve continuar assim. Aprender a se ver do jeito que gostaria de estar é uma ótima forma de começar a materializar as ideias. Dizem por aí que as pessoas nos tratam da maneira como nós mesmos nos tratamos e como permitimos que elas nos tratem. Isso vale para experiências também. Atraímos aquilo que vibramos, não tem jeito. Se estamos na sintonia do crescimento, confiamos no nosso potencial de encarar os desafios que aparecerão e nos levarão a níveis maiores de amadurecimento, experiência profissional e tudo mais. Se temos medo do que pode vir a acontecer, tendemos a afastar possibilidades que nos enriqueceriam de alguma maneira.

E isso começa nas pequenas coisas. Tenho uma amiga que detestava sair sozinha e paralisava diante da possibilidade de não ter alguém que a acompanhasse para qualquer coisa. Aos poucos ela tem vencido esse hábito e começado a se perceber mais independente dos outros. Eu mesma morria de medo de dirigir sozinha, até que um dia me vi diante da necessidade de pegar o carro e cumprir um compromisso, porque não tinha condições de encarar qualquer outro meio de transporte. Você certamente já passou pela experiência de mudar porque precisava de uma perspectiva nova. Veja como você venceu e como foi importante passar por isso!

Mas também não fique triste se não chegar ao êxito de imediato. Os desafios nos são lançados o tempo todo e podemos nos fortalecer com cada um deles. Identificamos um jeito de fazer daqui, aperfeiçoamos esse mesmo jeito dali, tentamos uma nova possibilidade acolá, até que, quando formos ver, já estamos diferentes. É processo. É tempo. Cada um tem o seu. O importante é não desistir. 🙂

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