Sobre ser de si, ainda que você não seja a mesma

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Seja sua. Se pertença. Se olhe no espelho, identifique suas necessidades e corra atrás disso. Ainda que você se surpreenda com o que encontrará, se esforce, um pouquinho que seja, para se respeitar. Apesar das expectativas, do que você acreditava que gostaria, deveria ou aconteceria, empodere-se.

E aqui estendo a ideia de empoderamento não só ao aspecto do cabelo ou de ocupar espaços que não estávamos acostumadas. Se empodere ao ponto de tomar decisões que respeitem seus sentimentos. Falo de honestidade mesmo.

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Dia desses conversava com uma amiga sobre as duas Estelas que tenho dentro de mim: a de antes da transição capilar e aquela que surgiu depois da decisão de não mais alisar o cabelo. Passei vinte e um anos acreditando ser uma pessoa que tinha determinados gostos e alimentava alguns comportamentos. Um ano e meio depois, me surpreendem minha reação a situações adversas, o que passei a valorizar e ao que não quero me submeter.

E a surpresa é tanta que eu ainda hesito. Será mesmo que eu quero isso? E se eu me arrepender depois? Ah, mas agora que eu posso ter o que sempre quis, simplesmente não consigo avançar?! E que coisa estranha é estar em paz sozinha e focada nos meus objetivos! Quando foi que me tornei assim?

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Naturalmente, as mudanças acontecem dentro da gente e só nos damos conta quando passamos por situações que nos fazem revisitar essas certezas. Escrevo esse texto consciente de que estou atravessando essa fase do pertencimento e aprendendo a respeitá-la. Afinal de contas, não faz mal passar por metamorfoses ao longo da vida. É sinal de que agregamos novas ideias à nossa realidade, ainda que mais à frente essas alternativas não se confirmem como tão boas assim.

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Se pertença. Respeite seu momento e aja conforme a sua vontade – que talvez esteja disfarçada de intuição, por que não? E nossas intuições nunca falham. Se mais adiante o arrependimento bater, a saudade apertar ou a cara você quebrar, aceite a condição. Reúna os caquinhos e devolva pra si com uma nova lição aprendida, além da certeza de que só você é capaz de se reerguer, se reconstruir e seguir em frente.

Você é sua. Seja.

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As fotos foram tiradas pela fotógrafa Claudia Cardozo, da Buenas Imagens. As peças são acervo pessoal.

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