Se houver mudança, que ela seja genuinamente sua

Nesta semana fui ministrar uma oficina – mas também pode ser chamada de conversa guiada – em uma ação do dia da mulher feita pelo Projeto Arrarai. A ideia era levar para as mulheres do bairro de Pernambués, uma região popular aqui de Salvador, a reflexão sobre moda e corpo. Por que não se tornar refém da moda, por que construir uma relação de amor e compreensão para com o corpo que recebemos de Deus, sendo ele belo dentro da sua imperfeição. Mas nada impede que você o mude, desde que com responsabilidade e com a certeza de que esse sentimento é por você. Não porque A ou B disseram que você deveria mudar.

E eu parei pra pensar como, no fim das contas, isso vale pra tudo nessa vida. Quando eu ainda nem tinha assumido meus cachos, várias pessoas me incentivaram a parar de dar chapinha no cabelo. Muita gente mesmo! Mas eu não tinha, dentro de mim, a necessidade dessa mudança. Pra quê me submeter a isso, se eu não estava preparada para lidar com a dor e a delícia do que eu me tornaria? A partir do momento que a motivação vem de dentro da gente, a coragem vem junto e nada, absolutamente, é capaz de nos parar nesse propósito.

Note como isso funciona com você também em se tratando de tomar decisões, mudar uma postura, adotar um novo hábito, transformar uma realidade que você vive. A mudança que não parte genuinamente do seu interior raramente se manterá por muito tempo. De que adianta saber que sendo mais proativo as chances de as pessoas te notarem serão maiores, quando esta não é a sua vontade naquele momento? Por que então alguém que tanto repetia um comportamento com você, apesar de prometer mudar, passou a agir diferente com outra pessoa? O problema não era você… Entende?!

Passar a ter a consciência de que mudanças e transformações se materializam apenas quando despertadas pelo coração (ou pela força interior, pelo desejo próprio, chame do que achar melhor) tira um grande peso das costas. A gente passa a entender por que não consegue chegar em determinados patamares e se torna mais honesto com quem somos. Afinal, é como diz aquela sabedoria popular: aceitar é o primeiro passo para superar. Quando admitimos alguma dificuldade, fica mais fácil trabalhá-la.

Por que é tão difícil mudar neste aspecto? O que me motivaria a alcançar o objetivo da mudança? Que atitudes eu preciso mudar para chegar onde quero? Essa vontade de mudar é minha, tem origem nas minhas necessidades, ou é reflexo do que as pessoas esperam de mim? Lançar mão de alguns questionamentos podem ajudar a refletir e a chegar às respostas necessárias.

Não é fácil. É processo. Mas, se for da sua vontade, você pode começar com pequenas coisas. Que mudança você quer em sua vida hoje?

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