Programação marca Dia Sem Plástico em Salvador no dia 27 deste mês

Um copo descartável para o cafezinho de todo dia na firma, o garfo e a faca plásticos acompanhando a quentinha do almoço, o canudo que vem no refrigerante para saciar aquela vontade de Coca-Cola na sexta-feira. O consumo de descartáveis é tanto e tão rápido que não nos damos conta do mal que pode ser feito a longo prazo. E os números da indústria assustam: segundo informações do ECycle, o homem produz mais de 250 milhões de toneladas de plástico por ano, das quais sete milhões acabam nos oceanos. Isso afeta a vida marinha e, consequentemente, coloca a nossa em risco também. Aqui em Salvador, por exemplo, já foi registrado que 22% dos peixes capturados continham micropartículas de plástico no estômago. E, ainda sobre os copos, o Brasil produz cerca de 100 mil toneladas do item por ano (veja mais neste link e neste).

Existem pessoas que demonstram algum tipo de preocupação com isso. Em abril desse ano foi aprovado na Comissão de Meio Ambiente do Senado o projeto de lei 92/2018, da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. A ideia é que em dez anos o material seja substituído pelos que são biodegradáveis. O projeto está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa.

De todo modo, ainda que o Estado intervenha no cotidiano da população, é a própria que tem maior impacto de mudança, caso siga aquela máxima “seja a mudança que você quer ver no mundo”. Talvez não muito fácil, mas o primeiro passo já tem sido dado na capital baiana. O coletivo Justa Moda organiza para 27 de julho o Dia Sem Plástico. Ana Fernanda, organizadora do coletivo, conta que o movimento é internacional, feito por pessoas comuns em todo mês de julho, e quer mesmo desafiar a população a reduzir o consumo do plástico.

“O que a gente quis foi repercutir isso localmente, assim como a gente fez com o Fashion Revolution, para propor essa reflexão, pensando que somos uma cidade com litoral enorme e a vida marinha é a principal impactada por esse tipo de plástico que vai parar no mar”, contou. A última sexta-feira do mês será marcada por bate-papos, oficinas e feira de produtos reutilizáveis. A programação completa está no site www.justamoda.co.

Feira de produtos
Mudar hábitos do cotidiano é um bom jeito de começar a mudar a realidade global quanto aos descartáveis. Levar sua sacola de pano e rejeitar aquelas de plástico do supermercado, recusar canudos, andar com uma garrafinha ou copo na bolsas são algumas atitudes simples que são capazes de reduzir a produção individual de lixo. “Acho que é mais um processo de educação mesmo. É uma mudança de hábito, de ter um copo na bolsa, um talher, ter um kit e uma sacola de compras. Acho que o dia, o mês sem plástico é bem para essas coisas no sentido educativo”, comentou Tarsila Ferreira, administradora da marca La Buela e da Loja Guapa. É ela também a responsável pela curadoria dos produtos comercializados na feira programada para o dia 27.

Quem aceitar o desafio do Dia Sem Plástico tem todo o dia, a partir das 10h da manhã, para conhecer o que é produzido por empreendedores locais. Além dos saquinhos de compra e de pão, produzidos pela La Buela, na feira terão também itens como filtros de tecido para coar café (da marca Com Amor, Dora), kits para levar talheres, sacolas e guardanapo de tecido e kit sustentável (da Donna Dudu e da Coruja Ateliê). O preço dos itens deve variar de R$ 10 a R$ 15. A feira acontecerá na Loja Guapa, na Rua Odilon Santos, no Rio Vermelho.

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