PRINCE: O artista que virou cor

A Pantone criou um tom de roxo para homenagear Prince, é o Love Symbol #2. A cor foi inspirada no piano que ele usaria na próxima turnê, que aconteceria não fosse sua prematura morte aos 57 anos, em abril do ano passado. Já o nome da cor remete a como era conhecido o símbolo que Prince adotou como nome entre os anos 1990 e 2000, quando brigou com a gravadora Warner. Na ocasião, não se sabia como identificá-lo, inclusive, há relatos que ele passou a ser chamado de ‘O Artista Antigamente Conhecido como Prince‘. Mas como o símbolo parecia um híbrido dos ícones dos gêneros masculino e feminino, foi popularmente chamado de símbolo do amor.

Roxo 'Love Symbol #2', da Pantone (Foto: Divulgação)
Roxo ‘Love Symbol #2′, da Pantone (Foto: Divulgação)

“A cor roxa era sinônimo de quem o Prince era e sempre será. Esta é uma maneira incrível de seu legado continuar vivo para sempre”, disse Troy Carter, conselheiro de entretenimento do Acervo Prince, segundo o Uol. A vice-presidente do Pantone Color Institute, Laurie Pressman, considera a homenagem um modo de eternizar o ídolo. “O Love Symbol #2 permite que o tom roxo exclusivo de Prince seja replicado com consistência e mantenha o mesmo status icônico que o próprio homem”, disse, segundo a Elle.

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E que ícone era Prince. Há quem o compare a David Bowie, em razão da androginia, da genialidade musical. Precisamos concordar que até ano passado tínhamos uma lenda viva. O disco de estreia de Prince foi todo escrito, produzido e arranjado pelo próprio, que tocou todos os 27 instrumentos do disco (a canção ‘Soft and Wet’ foi a única que teve um coescritor, o produtor Chris Moon). Filho de pai pianista e compositor e mãe cantora de jazz, Prince acumulou em seus quase 40 anos de carreira 100 milhões de disco vendidos, sete Grammys, um Globo de Ouro e um Oscar de ‘Melhor Canção Original’, por Purple Rain. E foi essa mesma música que o levou ao ápice da fama, em 1984.

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Prince também usava sua voz para criticar os perigos da guerra, a proliferação nuclear e a escravidão imposta pela indústria da música. Há uns três anos, ele cismou que a internet não pagava por sua arte e decidiu tirar boa parte de suas músicas dos serviços de streaming. E aqui entramos numa das características de Prince que me faz questionar: todo gênio tem que ser genioso? Existem relatos de que o artista não suportava que as pessoas o encarassem, tendo até já demitido um funcionário por causa disso. Em uma entrevista ao Daily Mail, sua ex-esposa Mayte Garcia contou que era proibida de ligar pra ele, já que era ele quem ligava pra ela. E há relatos ainda que, durante um show, Prince deixou uma televisão posicionada com o jogo do Chicago Bulls, time de basquete americano, para que pudesse assistir enquanto se apresentava. Sabe o que mais? Uma pessoa ficou responsável por carregar cartazes com o placar.

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Não sei até que ponto era simples conviver com a genialidade do artista. Mas o fato é que essa postura pode tê-lo ajudado a se colocar em posição de ícone não só da música, mas de estilo também. Ainda que não conheçamos o trabalho de Prince, sabemos que ele usava terno roxo, tinha cabelos crespos e usava os olhos bem marcados. E foram essas suas principais marcas, além das calças boca de sino, camisas com babados, golas exageradas, bandana amarrada ao pescoço e salto alto. E que ousadia aderir ao salto décadas atrás, quando qualquer ponto fora da curva era motivo para questionar a sexualidade de um homem. Em relação a isso, Prince se manifestava ao aparecer acompanhado de várias mulheres, entre elas artistas e top models.

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Embora não concorde com algumas posturas, o reconhecimento ao artista que Prince se tornou é importante para a valorização de quem marcou uma geração. Sem dúvidas que muitos jovens dos anos 1980 tinham o cantor como referência de sensualidade, um lançador de tendências que hoje se firmaram como truques de estilo e elementos da moda.

Deixo aqui um agradecimento especial ao meu amigo Edimário Duplat pelas memórias de quem estava atento ao mundo no anos 1980. <3

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