Comportamento,  Opinião

Precisamos cortar laços

Precisamos cortar os laços. Virar a página, mudar de fase, aceitar o presente que faz sala para o futuro se instalar. Cortar laços parece radical, verdade… Mas vamos encarar como um estímulo, pra ver se a força da ação encoraja. 

É porque chega um momento em que as exigências são outras: novas posturas, novas relações, novos aprendizados, novos desafios. Mas ainda estamos tão vinculados ao passado que não conseguimos sequer nos abrir para essas novas possibilidades. É aí que o doce começa a desandar. Bate a tristeza, o coração angustia, a felicidade parece de carona com o papa-léguas, que corre pra bem longe da gente.

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Afinal, quem nunca hesitou uma nova relação porque ainda estava vinculado ao último romance? Quem nunca superou uma briga e ainda hoje está sem uma amizade que tanto poderia fazer bem? Ou ainda, quem não sente dificuldade de encarar a vida adulta e as responsabilidades a ela inerentes porque ainda se vê dependente da barra da saia da mãe ou da calça do pai? 

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Precisamos cortar laços e essa é a parte mais difícil da vida, em se tratando dela mesma – já que, quando se trata de morte, amigas, a conversa toma outro rumo. Afirmo uma verdade e reafirmo uma necessidade que não sei nem por onde começar para satisfazê-la. 

Não se trata de deixar de amar, de deixar de se importar ou até mesmo de cuidar, dependendo do caso. Trata-se, na verdade, de virar a página do livro e se permitir viver a vida que tá aí, para que assim possamos escrever um novo bom capítulo. Ou livro. Ou volumes. O que que quisermos. 

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Estou buscando a fórmula para isso. Por enquanto, o amor-próprio tem funcionado como guia. Aquela parte de valorizar quem requer nossa presença, aproveitar o que a vida nos presenteia todos os dias, mirar na fé e alcançar o amor.

Sabe como é? 

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Mas, como falei, é tudo teste. Aos pouquinhos, como num processo, a gente vai se desvencilhando das amarraras que impedem nosso crescimento e amadurecimento. Faz parte dessa história de ser gente grande. Morro de medo disso, não vou mentir. Deve ser por causa daquele choque de ser só eu, eu mesma e meu eu-lírico. Enquanto isso, a gente tenta acalmar o coração e a cabeça com o que nos deixa mais feliz. 

Depois me perguntam por que eu assisto tanto Netflix… 

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 As fotos foram tiradas pela fotógrafa Milena Marques. ❤️ A Moça Criada veste um vestido old but gold da Riachuelo e calça um tênis branco Beira Rio. Os brincos de pérola são Pittaco na Moda. 😬😘

Curiosa, jornalista e libriana. Mestranda no PósCom/Ufba, interessada nos valores - os meus, os seus, os de notícia e os humanos. Se piscar o olho, o cochilo vem, mas os olhos sempre estão abertos para uma série ou outra que desperte o interesse.

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