Maio sem ansiedade: Que tal exercícios para tentar controlar o transtorno?

O balançar das pernas sugerem, a falta de concentração entrega, a insônia na véspera de algum acontecimento importante não deixa dúvidas. A ansiedade existe, é real, se manifesta sem que a gente perceba quando as coisas começam a fugir do nosso controle. Foram muitas crises até eu, por exemplo, começar a identificar quais sintomas eram frequentes em determinadas situações. Se a barriga começar a doer, o coração acelerar e não conseguir nem mesmo sentar para assistir à minha série favorita… Bingo!

A ansiedade é mais frequente do que a gente espera e alcança dados alarmantes. Até fevereiro do ano passado, um levantamento da Organização Mundial da Saúde apontou o Brasil com a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo, com 9,3% da população sendo vítima desse problema. Não há como dizer ao certo o causador desse transtorno, mas alguns fatores podem ser considerados, por exemplo, condições socioeconômicas, ou até mesmo preocupações com coisas do dia a dia.

Sabe aquela atividade que você considera difícil de terminar? Ou aquele ambiente novo onde você vai ter que se inserir em nome da sociabilidade que a vida requer constantemente? E quando você passa por um trauma e fica com o pensamento frequente de que aquilo irá se repetir – podendo até evoluir para uma síndrome do pânico? Aí o coração acelera, os músculos tensionam, falta ar, a gente até sua e tem vontade de vomitar.

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Amiga da Moça e psicóloga, Jéssica Moreira diz que não há uma fórmula mágica para curar tudo isso, mas as coisas tendem a melhorar quando a gente muda a perspectiva. “O jeito de controlar a ansiedade é tentando entender o que te causa maior preocupação. Além de terapia, que é fundamental para controle das crises, é respirar, meditar, trazer pra si o que te faz acalmar e manter o pensamento positivo. Algumas pessoas precisam tomar medicação, então esse também é um método de controle das crises”, explica.

E eu preciso dizer que funciona, sim. Quem me acompanha nas redes sociais viu que no começo do ano eu estava numa empreitada para perder o medo de dirigir. Me fazia suar litros só de cogitar a possibilidade de triscar na ignição do carro. Desde o dia que passei a respirar fundo e internalizar que eu seria capaz de perder esse medo, segurar a ansiedade de fazer algo errado (ou tudo certo?), tenho conseguido controlar um pouco mais as emoções. Ainda suo, mas o pânico de machucar alguém não mais domina minhas lembranças quando penso em dirigir.

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De todo modo, importante mesmo é perceber que nem tudo precisa dar errado só porque em algum momento alguma coisa não funcionou pra você. Encontrar distrações para os momentos de crise é uma boa: se exercitar, assistir a algum programa bacana, ouvir música, contar até certo número, dizer o alfabeto de frente pra trás e de trás pra frente, ler os textos da Moça Criada… Jéssica fala que o importante é desfocar do que está causando a crise. Funciona. Sério.

Mas não se desespere, não, viu, coisinha. Segura a ansiedade aí para reconhecer uma crise de ansiedade e até mesmo para praticar esses exercícios e aliviar a crise. Mantenha a calma, tente controlar a respiração. Presta atenção nesse ar entrando pelo nariz e saindo pela boca. Vamos fazer desse mês o #maiosemansiedade aqui no blog. Que tal uma ajudar a outra?

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