Kingsman 2 – É ficção, mas tem um quê de realidade

Se eu tivesse que ir ao cinema, certamente não escolheria por conta própria Kingsman – O Círculo Dourado. Já começa que sequer eu saberia que este filme, em cartaz desde o último dia 28 de setembro, é uma continuação de Kingsman – Serviço Secreto (2014). E ainda que soubesse, ficaria nervosa me questionando se não ter assistido ao primeiro interferiria na experiência com o segundo. Foi exatamente nisso que pensei no caminho para o Shopping Barra, onde assisti à pré-estreia do filme com outras personalidades de Salvador.

E que preconceito bobo o meu, de não escolher esse filme por ser de ação. Isso porque ele tem algumas coisas que me atraem: espionagem, estética bonita, cenários e figurino bem arrumados, humor. Logicamente que eu só vim descobrir todas essas coisas depois que as luzes do cinema voltaram a se acender.

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Mas especialmente nesse filme me chamou a atenção a crítica que foi feita à nossa sociedade. Olha só que história: uma traficante que lucra bilhões com drogas vive escondida e quer fama, reconhecimento, aparecer em revistas de negócio para enaltecer sua capacidade de gerenciamento. Para isso, ela precisa que o governo americano legalize as drogas. Seu plano consistia em envenenar as substâncias ilícitas, de modo que os usuários só teriam 12 horas de vida, se não ingerissem um antídoto. Este último só seria liberado com a assinatura de uma espécie de “perdão” concedido pelo governo americano.

A partir deste ponto a história se desenrola como tem que ser. Mas desde então foi inevitável que eu não me lembrasse da realidade que a gente vive. As organizações criminosas são, como o nome sugere, muito bem organizadas. Desde o sistema de produção e transporte da droga até as ações de suporte ao tráfico. Existe plano de carreira nesse “setor”. Existe controle. E tudo isso porque existem pessoas para consumir. E independe de classe social, viu?!

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Foi muito forte pra mim quando o presidente dos Estados Unidos no filme sugeriu uma trapaça à traficante, num molde que deixaria no corredor da morte a população usuária de drogas – que tinha desde ricos a pobres, homens a mulheres, brancos a negros -, para ele formada por pobres. Agora pense um pouco: não é essa uma das maiores críticas que se tem hoje contra o Estado? Que se preocupa quando um toque de recolher é determinado pela criminalidade em um bairro de classe média, embora suas atitudes sugiram que se o mesmo acontecesse em bairro popular a coisa estava mais próximo do “corriqueiro”, do “normal”?!

Save lives, legalize” (“Salve vidas, legalize”) é uma frase marcante, porque também grita uma bandeira de alternativa ao poder do tráfico de drogas, especialmente no Brasil. Quantas pessoas deixariam de morrer por estar na ilegalidade da venda ou por dever ao tráfico? Quanto de violência poderia ser evitado se as drogas não fossem criminalizadas? Quanto de arrecadação o governo poderia conquistar com a taxação desse consumo? São alguns pontos que defensores da legalização discutem.

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De todo modo, Kingsman – O Círculo Dourado é uma boa pedida pra assistir sozinha, com o crush, com os amigos. Não é o melhor filme que já assisti, mas as cenas de ação são interessantíssimas. Os efeitos especiais impressionam e nos fazem vibrar com as cenas. As relações que se formam também são bonitinhas e compõem o elemento que a maioria dos filmes possuem: amor, amizade, humanidade.

Se permita assistir algo diferente também. Pode começar de casa, com um canal, filme, série ou programa que você julga muito pela aparência. Me conte o que achou! E me conta também se assistir a Kingsman – O Círculo dourado.

Beijo!

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