Hoje eu conversei com Deus…

Hoje eu conversei com Deus. Pedi, supliquei que ele me proporcionasse aquilo que tanto espero, mas que tanto parece fugir de mim. Sem sinal, sem perspectiva, sem nem mesmo uma ilusão. Perguntei por que eu não podia ter algo que muita gente parece ter alçando. Não sei qual a resposta. Nem sei se de fato o alcançarei também.

Muito se fala por aí que quanto mais se busca alguma coisa, dificilmente aquilo chega até a gente. Mas não faz o menor sentido – e me desculpem vocês que se fizeram de difíceis para as diversas conquistas que acumulam até aqui. Não faz o menor sentido. As conquistas que colecionamos não foram adquiridas com desleixo, indiferença, pouco caso. Nos importamos e nos dedicamos àquilo. Por que então dizer que quanto mais difícil se fizer para a vida, mais atenção ela lhe dedicará?

A primeira resposta que virá à sua cabeça provavelmente será a reprodução de um discurso convencido de alguém que se vê bom o bastante para não correr atrás do que deseja. Ou você admitirá que, bem da verdade, não faz a menor ideia do porquê reproduzir esse o discurso bobo de que “não adianta correr atrás”. Mas, reconheço, a agonia atrapalha os planos. E cada acontecimento tem seu tempo para acontecer – incluindo o tempo do riso, do choro, da conquista, da perda, das chegadas e partidas. Reconhecer cada etapa é o desafio; aceitá-la é a prova mais complicada pela qual haveremos de passar naquele momento específico.

É um exercício de paciência ao qual somos constantemente submetidos, ainda que detestemos essa brincadeira. Não reconhecemos de imediato, mas, tão logo tenhamos nossos interesses atendidos, nós conseguimos perceber o aprendizado que isso traz. Como absorvê-lo na primeira provação pode ser um caminho para, futuramente, não termos que repetir conversas, pedidos e súplicas a Deus.

Quem sabe aí, então, não será chegado o momento pelo qual tanto esperamos?

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