E se mudarmos o modo como nos vemos?

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Sou daquelas que sempre se viu como a mocinha, fofinha e certinha da turma. Apesar de toda liberdade que me permito, sempre me senti mal quando me via super sensual ou sexualizada demais pelos caras. Tem gente que não liga, né?

Da mesma maneira que há pessoas que sempre se viram fortes, duronas, imbatíveis. Se, por acaso, o amor ousasse bater à sua porta, ele ficaria lá fora esperando alguém abrir. E seria difícil atender a esse jovem senhor que insiste em nos surpreender.

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Não sei quanto tempo leva ou quais acontecimentos nos ensinam a ver que podemos mudar ao longo do caminho. Há quem aposte nas quedas que a gente leva da vida, enquanto outras pessoas acreditam que a gente simplesmente desperta para o que realmente importa: estarmos bem. E isso pode acontecer na nossa adolescência, fase em que questionamos mais o que as pessoas nos impõem; ou já na fase adulta, quando também questionamos o que nos impuseram na adolescência. É porque nem sempre a gente se dá conta de que um conselho, um valor, um ensinamento, na verdade, poderiam ser apenas uma tentativa de nos moldar. Olha que perigo?

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E à medida que questionamos de onde vem o comportamento, por que não podemos ser diferentes daquilo que estamos acostumados, nos damos conta de outras amarras que desenvolvemos ao longo do caminho. Mas não é fácil, é um processo. É uma transição. Tipo a do cabelo mesmo: quando decidimos deixar que o cabelo natural cresça, convivemos com duas texturas por um tempo, o novo e o velho. Podemos nos livrar do que não queremos mais, cortar pela raiz, é verdade. Mas já disse que não é fácil?

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O que não quer dizer impossível. Eliminar algo que está impregnado em nosso modo de viver a vida é uma tarefa penosa, que dura um certo tempo. Desenvolver uma nova visão sobre si mesmo requer um cuidado e autoconhecimento tremendos. Existirão dias de crise, de confusão, em que a gente não vai conseguir entender um tiquinho do que está acontecendo. Mas não dê pra trás, moça: estamos preparadas para corresponder a essas necessidades, desde o momento em que a curiosidade bate para saber o “e se…?“.

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E se a gente passar a agir de outra maneira? E se a gente encarar com naturalidade o amor, a sensualidade? E se a gente escolher seguir um caminho completamente diferente do que nos foi moldado na infância? Ahá!

Aos poucos vamos encontrando essas respostas. Só não vale desistir!

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As fotos foram tiradas pela fotógrafa Claudia Cardozo, da Buenas Imagens. As roupas são arquivo pessoal.

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