E se der medo?

Num desses dias normais de passear pela web sem nenhuma pretensão ou mesmo reparar em quem publica o quê, vi uma frase que muito me marcou. Era algo tipo “não deixe que o medo te leve a um caminho oposto ao que você gostaria“. Na mesma semana conversei com uma amiga sobre o medo que eu sentia em me envolver com alguém, e ela foi um intermediário para a mensagem que eu precisava: “Ela queria que a felicidade invadisse seu peito, mas não queria abrir seu coração”.

Existem coisas que são complicadas de serem entendidas. Confesso a vocês que faz uns dois anos que estou tentando entender essa loucura que é se deixar envolver com alguém. No início eu achava que era por causa de um relacionamento que precisava ser findado, mas que eu não estava preparada. Em seguida veio a transição capilar, que foi além fios de cabelo: autoestima, amor próprio, relação com o outro. Tudo mudou.

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A coisa se torna engraçada, apesar de complicada, quando a gente sabe exatamente o que nos trava. Dizem que aceitar o problema é o primeiro passo para superá-lo, mas há controvérsias, sim. Não no efeito, mas no processo. Nem sempre a gente consegue interpretar as situações que insistem em se repetir na nossa vida. Por mais que identifiquemos as similaridades, sempre haverá um “mas o que eu preciso aprender disso?” que não terá uma resposta tão imediata.

Mas isso deverá ser um impeditivo para seguirmos em busca daquilo que queremos? Não. Essa mesma amiga com quem conversei dia desses me falou aquele velho clichê – mais verdade impossível -: se der medo, vai com medo mesmo. E eu completo: e se não for como você gostaria, se não te fizer bem, volte.

Mas vai. Vai com frio na barriga, mão trêmula, vontade de fazer xixi tamanha a ansiedade. Vai com suas inseguranças e mostra a elas que você é capaz de lidar muito bem com aquele e qualquer outro desafio que aparecer pelo caminho. E se não der certo, tenta pelo menos tirar uma lição.

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Observe cada situação e como ela já aconteceu na sua vida, como você agiu antes que ela acontecesse e depois. Tente entender qual mensagem o universo quer te passar. É difícil, eu bem o sei, mas precisamos aprender algo com as coisas que vivemos, principalmente as ruins.

E outra coisa: refletir a respeito não nos impede de continuar vivendo. Talvez a gente não acerte de imediato, mas quem sabe essas próximas situações não nos ajudem a entender o que precisamos aprender aqui?! Pelo menos a gente se diverte! 😘

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As fotos foram tiradas pela fotógrafa Cláudia Cardozo, da Buenas Imagens. As peças são arquivo pessoal da Moça Criada.

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