Conheça o LOC, aplicativo para aluguel de roupas usadas

Há um ano e meio duas primas se encontravam para comer salada em uma hamburgueria e discutir negócios: a criação do LOCaplicativo para aluguel de roupas usadas. Talvez elas não soubessem na hora, mas o problema enfrentado por Lara Torini, uma das sócias, viria a ser visto como uma das soluções de moda atualmente. Quem contou a história desse começo foi Cecília Barretto, também sócia do app, juntamente com o primo Igor Torini.

“Lara, minha sócia, se via como uma mulher extremamente vaidosa que queria mesmo variar os looks, usar peças mais diferentes, mas ela não via sentido em gastar tanto dinheiro. Então o problema saiu dela. Ela dividiu esse problema comigo e, por incrível que pareça, eu sou o outro lado da moeda: compro muito todas as tendências que aparecem e termino gastando muito mais dinheiro do que preciso. Eu tinha um armário entupido de coisas super atuais que eu nem dava conta de usar. Então a gente tentou montar uma solução pra esse consumo de moda que a gente considerou que não era muito inteligente”, contou Cecília, em um bate-papo rapidinho com o blog durante lançamento do LOC, nesta semana, na Coreto Store.

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E a solução parece encontrar fôlego na geração atual, que a todo tempo tem sido estimulada a um consumo mais consciente. Pelo menos lá fora é assim. Como a gente tende a importar alguns hábitos… Em uma reportagem, a WGSN cita que uma pesquisa realizada pelo grupo de shopping centers Westfield, com consumidores do Reino Unido e dos Estados Unidos, mostra que quase metade dos consumidores de 25 a 34 anos de idade se interessa por locação de itens de moda.

Diferentemente do movimento atual do mercado, em que empresas colocam peças à disposição para aluguel, no LOC é a pessoa física que disponibiliza suas próprias peças. Ou seja: dá pra alugar aquele item bacaninha que você quer ostentar pelo menos uma vez e ainda ganhar um trocado ao compartilhar sua peça favorita também.

OK. Mas como funciona?

O conceito usado pra esse modelo de negócio é o de economia compartilhada, em que você divide com pessoas ao seu redor – o app funciona por localização – peças que merecem circular um pouco mais por aí. Daí é se registrar e cadastrar os itens que você deseja alugar. A imagem aparecerá no feed dos demais usuários, que poderão solicitar o aluguel. Depois que aprovar o pedido, é só combinar o local de entrega. Se você preferir contratar o aluguel com frete, o próprio LOC faz o cálculo da distância, pega a peça e depois devolve.

O preço do aluguel é a dona que estabelece, mas o recomendado é que seja aproximadamente 10% do valor original da peça. Na hora de cadastrar o item, deve ser preenchido o valor que a peça possui pra você e por quanto você quer alugar. Essa informação é importante, porque caso tenha alguma danificação na peça alugada, a pessoa que alugou deverá ressarcir a dona com a referida quantia. Exemplo: uma blusa vale R$ 100 pra mim e cobro R$ 20 pelo aluguel. Quem alugar paga os R$ 20, mas se danificar a peça, paga R$ 100.

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“Se houver discordância, aí o LOC entra pra solucionar de acordo com o direito do consumidor e o que tiver direito como dona da peça. Além de tudo isso, tem a avaliação com estrelinhas, então, as pessoas que caírem no conceito não vão mais poder participar”, explicou Cecília. É tipo Uber, em que todo mundo é avaliado. 🙂

O app já está disponível para download nas lojas dos sistemas Android e iOS e é bem fácil de usar mesmo. Uma leitora me chamou a atenção para o fato de haver poucas peças no tamanho G. É uma questão de mais meninas que usem essa numeração aderirem à ideia e ajudar a democratizar mais o espaço, né?! Quem se interessar pela proposta, penso que pode ser uma boa ideia!

Cecília Barretto deu dicas de como aproveitar o LOC (Foto: Moça Criada)
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