Cara Delevingne troca vestido por terninho em casamento real; veja como usar também

Nesta sexta-feira (12) aconteceu o casamento real entre a princesa Eugenie de York e Jack Brooksbank. Para além das pompas que uma cerimônia como essa levanta, chamou mesmo a atenção o traje escolhido pela modelo Cara Delevigne para a ocasião. Não que surpreendesse, afinal, a personalidade da artista chega antes dela mesma. Mas é bom notar: ao contrário do que é esperado que mulheres usem em cerimônias do tipo, Cara optou pelo terninho – e com chapéu.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Suited and booted @emporioarmani @chanelofficial hat by #nickfouquet

Uma publicação compartilhada por Cara Delevingne (@caradelevingne) em

Clássicos recebem esse nome não à toa. De que se tem notícia, o uso do conjunto calça, paletó e colete é datado do período vitoriano. Oficialmente, o termo só veio a ser cunhado em meados do século XIX, quando em 1866 os homens passaram a usar o conjunto cortado do mesmo tecido. A palavra inglesa para terno, segundo o livro Cronologia da Moda (Zahar, 2012), é suit, que vem do verbo francês suivre, que significa “seguir”. Disso conclui-se que as calças seguiam, acompanhavam o tecido do paletó.

Antes que a modelo e atriz usasse com tanta naturalidade peças historicamente vindas do vestuário masculino, muita água rolou. Da atualidade, Cara Delevigne não é a primeira a apostar numa proposta menos conservadora, tanto que está pipocando conjuntos de saia/calça/short e terceira peça combinadas, cortadas do mesmo tecido, como o terno. Para que essa ressignificação acontecesse, no entanto, as mulheres precisaram tomar essa iniciativa. Marlene Dietrich marcou os anos 1930 ao aparecer com o terno de um jeito diferenciado: ao invés de calças que marcassem, ela optou por calças largas, paletó e boina, além dos sapatos masculinizados.

Marlene Dietrich de terno, com calças largas, do tipo pantalona. (Foto: Reprodução / El País)

Mas a feminilidade tomou conta dos paletós mesmo com a chegada dos tailleurs. Também vindos nos anos 1930, eles eram usados em atividades diurnas formais. O paletó feminino era combinado a saias midi ou vestidos. Os tailleurs que mais ficaram conhecidos são os de Coco Chanel, feitos em tweed. A estilista apostava nos tons branco e azul, coordenados com grava branca frouxa (outro elemento do armário masculino).

Histórico à parte, os ternos passaram por outra ressignificação nos tempos atuais. Não é só trazê-los para o guardarroupa feminino, mas incluir padronagens divertidas, truques de styling e completar a composição com acessórios de estilos diferentes. Xadrez diferente, poás e cores vibrantes tornam o clássico da alfaiataria mais contemporâneos.

(Fotos: Reprodução / Pinterest Who What Wear UK, Steal The Look, Guita Moda, Glam Rada, Vestiaire Collective)

Sapatos tipo oxford são substituídos por tênis esportivos, botas de salto dão lugar a sandálias finas; bolsas e pochetes substituem as bengalas. Vale agora dobrar a barra da calça e as mangas do blazer. Mais do que nunca, está liberado extinguir o colete e apostar em T-shirts com dizeres e estampas divertidas.

Que tal pra você?

***

Veja mais:
Blazer, terno, paletó ou costume? Saiba a diferença entre eles

Historia política del pantalón

Compartilhe com as amigas
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on TumblrPin on PinterestEmail this to someone

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *