Até quando você vai mentir pra si mesma?

Começa que a gente nem percebe. Continua que a gente nem se dá conta, porque já encara com naturalidade. “Segunda eu começo a dieta”, “amanhã eu marco o médico sem falta”, “ele vai mudar”, “primeiro tira a Dilma, depois tira o resto”… ops. Já parou pra pensar no número de mentiras que contamos para nós mesmas ao longo da vida?

Certa vez ouvi um especialista falar que mentimos porque consideramos que o outro é incapaz de lidar com a verdade – seja porque ele vai sofrer, seja porque ele vai se desesperar, seja porque ele não terá mais a imagem que tem de nós. Mentir para si mesma seria, então, o atestado de que o autoconhecimento não existe. E o respeito por si também não. Porque a partir do momento que sabemos como agiremos em determinadas situações, não existe razão para se enganar.

Veja. Você não é feliz. Você sabe que levar a vida de um determinado modo, com certos hábitos e tendo ao redor pessoas com comportamentos específicos não te agrega em nada, logo, não te deixa satisfeita com aquela realidade. Por que, então, não lidar com a condição? E você pode ressignificar o verbo de diversas formas: mudar totalmente a realidade; vivê-la até reunir condições de mudá-la; aceitar que ela existe e assumir o comodismo de não fazer nada a respeito.

Melhor do que repetir para si mesma que os hábitos vão mudar conforme a misericórdia divina ou que as pessoas ao redor um dia deitarão a cabeça no travesseiro e terão a consciência de que elas precisam agir de maneira diferente a partir dali. É chegada a hora de também reforçar lições importantes que outras situações já nos ensinaram.

(Foto: Moça Criada)

Uma delas é sobre mudanças. Se quiser vê-las existirem em sua vida, seja você mesma o vetor de mudança. Pense, seja, aja. Tire suas potencialidades do armário e vista-as no dia a dia. Veja como as pessoas passarão a se comportar diferente da mesma forma que o espelho reflete sua imagem quando diante dele. É como diz aquele velho clichê: seja a mudança que você quer ver no mundo.

E aqui a gente passa pra segunda lição, porque tem tudo a ver: as pessoas fazem conosco o que permitimos que elas façam. E quando mentimos para nós mesmas, abrimos espaço para que outras pessoas mintam para nós também, porque ignoramos o olhar racional diante de situações que posteriormente serão usadas para nos enganar. É aquela traição ou é aquele comportamento abusivo que a gente sempre acha que vai ser modificado e que por mais desculpas que o sucedam, ele sempre se manifestará em condições diversas. É até mesmo aquele inocente “vamos marcar qualquer dia desses” que o crush sugere, você alimenta, mas nunca passa do “- Vamos quinta? – Ah, quinta não posso”.

Quanto tempo poderia ser economizado e quanta energia poderia ser gasta em outra coisa se fôssemos um pouquinho mais honestas com nós mesmas. Tudo bem falar a verdade pra essa única companhia pra vida toda que temos. Que incrível seria estabelecer uma amizade sincera com quem somos.

(Foto: Moça Criada)

Pô, amiga, você não vai começar a dieta segunda e não há mal nenhum nisso. Você não quer. E esse cara te enrolando assim? Vixe, é furada. Mas você já pensou se não seria a hora de vestir a roupa mais confortável do armário e ir salvar o seu mundo? Se você não conseguir, algumas pessoas vão te julgar mesmo, mas dane-se. Você não precisa impressionar ninguém e sabe que, apesar de todo esforço, nem sempre o êxito vem. Algumas derrotas precisam surgir para que possamos aprender com elas. E, ei, amiga! Você vai abandonar esses hábitos que não condizem mais com o que você espera da vida. Hoje!

Imagina que incrível chegar a esse nível de honestidade, se olhar no espelho e ter toda a coragem do mundo pra falar verdades que você precisa ouvir?

Vai que é tua. Vai e tenta!

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