A gente precisa aceitar o tempo que traz paz

Desde que sabia que precisava escrever este texto fiquei pensando em jeitos diferentes de começar. Seria bom falar do tempo que a gente leva pra superar um fim ou um começo mal sucedido? Ou seria bom partir do princípio que o tempo é o melhor remédio, a gente que só percebe sua eficácia depois que ele passa? Mas será que explorar uma perspectiva para os ansiosos não seria mais proveitoso? Fato é que eu estou muito em paz para trazer problemas aqui. O corpo está cansado, mas o coração e a mente alcançaram um nível de serenidade absurdo, que só o tempo seria capaz de proporcionar.

E é isso. Encarar o tempo pela perspectiva do inimigo, de que demorará a passar e, poxa vida, o que será de si mesmo nesse intervalo, é uma armadilha que põe em xeque algo tão necessário pra nossa existência. O segredo é aquele velho clichê: viver um dia de cada vez.

Há dois dias eu estava desesperada, chateada mesmo, por receio de não conseguir lidar com algo que foi posto no meu caminho. Ontem eu sobrevivi. E hoje coroei a missão, recebendo como prêmio um dia lindo, proveitoso, divertidíssimo. Agora pare pra pensar quantos momentos ruins você teve e superou, apesar de tudo?

A conta bancária continua vazia, as férias ainda estão longe de chegar e o amor ainda não se decidiu se vai fincar morada aqui, mas a paz de coração não precisa de nada disso pra existir. Tem a ver com consciência, com respeito ao tempo das coisas, com . No fim, as coisas acontecem melhor até do que imaginávamos. Nos surpreendemos não só com o resultado, como também com a percepção de um poder próprio antes desconhecido.

Exercite esperar sem se desesperar. Esteja pronta para o que vier, mas tenha em mente que nada chegará sem que exista uma necessidade, um motivo. E é o tempo que traz o que você deseja e as lições capazes de te preparar pra receber o que tanto se quis.

Só atente-se para uma coisa: saiba perceber quando cada coisinha dessa chegar. Fará toda diferença.

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